terça-feira, 26 de novembro de 2013

A morte do Espírito...


A morte do Espírito...



Atualmente discute-se muito sobre segurança, mortes no trânsito, drogas, balas perdidas e tantas outras formas de violência .

São assuntos que, claro, devem ser sempre debatidos pela sociedade em geral para que os números diminuam e possa o Homem peregrinar por este planeta da maneira mais tranqüila possível.

Entretanto, não obstante à violência que elimina o corpo físico do indivíduo, há outro tipo de violência que a meu ver é mais maléfica à criatura: a violência espiritual, a que mata o Espírito, a que arrebenta vidas por séculos e séculos.

Por conta de minha atividade profissional venho percebendo: o que mais mata as pessoas não é a violência física (claro, ela também mata), mas a violência espiritual que pode ser resumida numa palavra: Crueldade.

Sim, se um tiro mata o corpo, se um motorista embriagado ceifa vidas, não se pode esquecer que a crueldade mata o espírito.

A palavra cruel dita à uma criança sucessivas vezes, por exemplo, pode matar seu espírito para muitas existências...

Vocês dirão: O Espírito não morre!

É? Tem certeza que o Espírito não morre? Claro que morre; morre de crueldade.

Não podemos ser matadores de Espíritos!

A questão de número 208 de O livro dos Espíritos afirma que os pais exercem uma influência muito grande sobre a alma infantil, sendo, pois, responsáveis por educá-la nos caminhos do bem.

Ampliando um pouco mais compreende-se que a influência entre os Espíritos não se dá apenas na relação pais e filhos, mas de forma geral e sistêmica.

Estamos todos conectados neste Universo real e virtual!

Ou seja, ao estabelecermos contato com outras pessoas estamos influenciando e sendo influenciados, independentemente da idade biológica.

Gozações e piadas de mau gosto, por exemplo, feitas sucessivas vezes com um amigo adulto pode, obviamente, influenciá-lo a considerar-se um ser a parte na criação.

Muitos suicídios começam por ai. E, não pense que exagero, caro leitor, basta pesquisar o que se encontra por trás do autoextermínio e verificará o que aqui afirmo.

Portanto, jamais joguemos lama nos outros, isto é cruel de nossa parte.

Melhor a palavra que dá vida, que anima o espírito de disposição, que incentiva o outro a prosseguir em sua jornada, se possível feliz...

Porém, voltando às crianças, eu lido com elas diariamente e tenho visto a importância do reforço positivo em seus desenvolvimentos.

É necessário dar vida ao Espírito e não tirar-lhe o brilho nos olhos e a vontade de viver com alegria.

Percebo que, naquelas pequeninas almas velhas, a falta de brilho nos olhos é em decorrência de uma frase absurda ou um comentário maldoso dito sucessivas vezes à elas.

E isto, claro, vem aos poucos matando o seu espírito, a sua vontade de viver.

E, infelizmente, muitos pequenos crescem doentes, enfermos da alma, repletos de traumas, sem brilho nos olhos, sem vontade de viver por conta da violência que ficou impressa em seu espírito.

Por isso digo que o Espírito morre, não no sentido literal da morte, mas morre para a vida ao levar uma existência apática, sem brilho, sem cor.

Ah, se tivéssemos ideia real da força das palavras pensaríamos muito antes de “matar o Espírito”.

E, sejamos sinceros, para o Espírito retomar a vida depois de ser morto pela crueldade humana vai um tempo grande, mas muito grande mesmo, não raro, leva várias existências para tornar a viver...


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E ela nem é espírita!


E ela nem é espírita! 



“A lei cósmica respeita o seu livre-arbítrio, mas, simetricamente, impõe a correção, quando você a desrespeita ou se atrita com ela.” –
Hermínio C. Miranda.


A revista Seleções READER´S DIGEST, em sua edição de agosto de 2013, páginas 54 a 57, traz uma reportagem de Jutarat Tongpiam, sobre uma jovem de Bangcoc, capital da Tailândia, Galwalin Surakup, que resolveu socorrer cães que ficavam com paralisia de suas patas devido a doenças ou traumas. Tudo começou quando seu cachorro grande e brincalhão da raça chow-chow adoeceu e não pôde mais andar. O veterinário do animal apenas receitou medicações para aliviar a dor enquanto o cachorro tentava arrastar-se pela casa. A moça tailandesa acabou descobrindo que havia uma espécie de cadeira de rodas para cães, mas que custava 600 dólares para ser importada. Além disso, o material de que era feita, a deixava muito quente e, portanto, desconfortável, podendo, inclusive, acumular micróbios. A moça condoída com a situação do animal resolveu produzir ela mesma um modelo à base de aço, rodas de borracha e estofamento de veludo. Contratou metalúrgicos e deu início à fabricação. Testou os protótipos no próprio cão e em outros 40 animais deficientes indicados por veterinários. Como o aparelho deu certo, a procura do mesmo começou a aumentar muito e a moça tailandesa deu origem a um negócio em escala maior. Hoje produz 200 cadeiras por mês e as exporta para países asiáticos, América do Norte, Reino Unido e Bélgica. Ela tem parceria com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) e com o Lar para Animais Incapacitados, doando parte da renda das cadeiras para essas entidades. Além disso, doa cadeiras para donos de animais que não podem pagar. Ela expandiu a linha de produção adaptando-as para gatos, coelhos, ouriços-pigmeus, porquinhos-da-índia e furões.

Se você acha que abriu algum artigo errado que nada tem a ver com Espiritismo, pode ficar tranquilo. Para isso lanço mão da questão de número 607 de O Livro dos Espíritos: “Foi dito que a alma do homem, em sua origem, está no estado da infância na vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e ensaia para a vida (190); onde o Espírito cumpre essa primeira fase?”. E a resposta que passa a explicar o atual artigo é a seguinte: “Numa série de existências que precedem o período a que chamais de humanidade”. (grifo nosso)

Continuando ainda na questão 607: “A alma pareceria, assim, ter sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?” (grifo nosso)

A resposta esclarece melhor a intenção desse artigo: “Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer totalmente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de alguma sorte, um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito”. (destacamos)

Quando comecei a ler sobre a Doutrina Espírita, que defendia (como defendo), segundo entendi (e entendo), que passamos pelo reino animal em direção ao reino hominal, muitos companheiros espíritas não aceitavam tal assertiva. Argumentavam que eu não havia entendido direito. Continuei com o meu ponto de vista porque se pretendemos atingir o reino angelical no sentido de Espíritos perfeitos, por que negar aos animais o direito de caminhar para o reino hominal? Será que somos tão melhores do que eles em nossos momentos de “animalidade” consciente? Não são eles também criaturas de Deus, ou será que alguma espécie de homem os criou para o seu deleite? Dessa forma, quando vejo alguém como a jovem da reportagem se sensibilizando com os animais, acredito que ela cuida de criaturas que também são de Deus. Pratica a Lei do Amor, do verdadeiro Amor. Quantas pessoas não vão à igreja de sua devoção e tratam os animais como coisa, como objeto de uso descartável? Estaria Francisco de Assis errado ao chamá-los de irmãos? Afirmava o Apóstolo Paulo que em Deus existimos e em Deus nos movemos. Como acreditar que uma pessoa crê realmente no Criador, se violenta suas criaturas? Se eu digo a alguém que amo essa pessoa e maltrato a um de seus filhos, como fazer essa pessoa acreditar em mim? Agimos como os hipócritas da época de Jesus. E olha que não são poucas as pessoas que “batem no peito” e maltratam insensivelmente os animais. Quando poluímos os rios e a atmosfera; quando devastamos florestas correndo atrás do dinheiro que será barrado na alfândega do túmulo; quando agredimos animais indefesos e que não têm culpa de terem nascido, violentamos a harmonia do Universo que determina o Amor a tudo e a todos. É como se partíssemos o cristal da sinfonia cósmica. Agendamos para nós mesmos o trabalho de repará-lo. Ferimos a própria consciência que passará a exigir o retorno à paz através do trabalho retificador. E como não gostamos de trabalhar a não ser em troca do dinheiro farto, esse outro tipo de trabalho geralmente nos causa dor, embaraços, dificuldades, tropeços, obstáculos, problemas variados, protestos, blasfêmias, deixando-nos a bradar como se inocentes fôssemos: por que sofremos? Por que vivo num planeta como esse? Por que um criminoso é capaz de cometer tal barbaridade? Do que somos capazes nós contra os animais inocentes e indefesos?

Como dizia Hermínio C. Miranda, viver é escolher. Somos livres para escolher o bem ou o mal. Podemos escolher amar ou odiar. Só que não devemos perder de vista que escapar à lei Humana é possível, à de Deus, jamais, ou o universo entraria em colapso, como ele também afirmava.

Ninguém é obrigado amar os animais se assim entender que deva proceder, mas a ninguém é dado o direito de maltratá-los.


domingo, 24 de novembro de 2013

PROLUSÃO ,,,,,,GRILHÕES PARTIDOS (pelo Espírito Manoel Philomeno de Mir anda) 

PROLUSÃO 
Tendo  em  vista  o  grave  problema  da  obsessão,  que  aflige multidões  e  as
infelicita,  o  grupo  que  se  afeiçoe  a  esse  ministério  de  socorro  a  obsidiados  e  obsessores deve observar, pelo menos, os seguintes requisitos mínimos:
1) A equipe de trabalho:
Toda  e  qualquer tarefa,  especialmente  a  que se  destina  ao socorro,  exige  equipe hábil, adredemente preparada para o ministério a que se dedica.  O  operário  siderúrgico,  a  fim  de  poder  executar  o  trabalho  junto  às
fornalhas de alta temperatura, resguarda­se, objetivando a sobrevivência, e adestra­  se, a benefício de resultados vantajosos.  O tecelão preserva o aparelho respiratório com máscaras próprias e articula  habilidades  que  desdobra,  de modo  a  atender aos  caprichos  de padronagem,  cor  e  confecção com os fios que lhe são entregues.  O  agricultor  apreende  os  cuidados  especiais  de  que  necessitam  o solo,  a  semente, a planta, a floração e o fruto, com o fito de recolher lucros no labor  que  enceta.  O  mestre,  o  cirurgião,  o  artista,  o  engenheiro,  o  expositor,  o  escrevente,
todos  os  que  exercem  atividades,  modestas  ou  não,  se  dedicam  com  carinho  e  especializam­se,  adquirindo  competência  e  distinção  com  o  que  se  capacitam  às  compensações disso decorrentes.  No  que  tange  às  tarefas  da  desobsessão,  não  menos  relevantes  são  os  valores e qualidades especiais exigíveis, para que se logre êxitos.  Nos  primeiros  casos,  necessita­se  de  fatores  materiais,  intelectivos  e  artísticos,  inerentes  a  cada  indivíduo  que  se  dedica  ao  mister,  seguindo  a  linha  vocacional que lhe é própria ou estimulado pelas vantagens imediatas, através das  quais espera rendas e estipêndios materiais.  No último caso, deve­se examinar a transcendência do material em uso —  sutil,  impalpável,  incorpóreo —  a  começar  desde  a  organização mediúnica  até  as  expressões de caráter moral das Entidades comunicantes.
A equipe que se dedica à desobsessão — e tal ministério somente é credor  de  fé,  possuidor  de  valor,  quando  realizado  em  equipe,  —  que  a  seu  turno  se  submete à  orientação das Equipes Espirituais Superiores — deve  estribar­se numa  série incontroversa de itens, de cuja observância decorrem os resultados da tarefa a  desenvolver.  O “milagre” tão amplamente desejado é interpretação caótica e absurda de
fatos  coerentes,  cuja  mecânica  escapa  ao  observador  apressado.  Não  ocorre,  portanto,  uma  vez  que  tudo  transcorre  sob  a  determinação  de  leis  de  superior  contextura e de sábia execução.  Assim, faz­se imprescindível, na desobsessão, quando se pretende laborar  em equipe:
a)  harmonia de conjunto, que se consegue pelo exercício da cordialidade entre  os diversos membros que se conhecem e se ajudam na esfera do quotidiano;
b)  elevação de propósitos, sob cujo programa cada um se entrega, em regime  de  abnegação,  às  finalidades  superiores  da  prática  medianímica,  do  que  decorrem os resultados de natureza espiritual, moral e física dos encarnados  e dos desencarnados em socorro;
c)  conhecimento  doutrinário,  que  capacita  os  médiuns  e  os  doutrinadores,  assistentes e participantes do grupo a uma perfeita identificação, mediante a  qual se  podem resolver  os  problemas  e  dificuldades  que surgem,  a  cada
instante, no exercício das tarefas desobsessivas;
d)  concentração, por meio de cujo comportamento se dilatam os registros dos
instrumentos  mediúnicos,  facultando  sintonia  com  os  comunicantes,  adredemente trazidos aos recintos próprios para a assistência espiritual;
e)  conduta  moral  sadia,  em  cujas  bases  estejam  insculpidas  as  instruções  evangélicas, de forma que as emanações psíquicas, sem miasmas infelizes,  possam  constituir  plasma  de  sustentação  daqueles  que,  em  intercâmbio,  necessitam dos valiosos recursos de vitalização para o êxito do tentame;
f)  equilíbrio  interior  dos  médiuns  e  doutrinadores,  uma  vez  que,  somente  aqueles que se encontram com a saúde equilibrada estão capacitados para o
trabalho  em  equipe.  Pessoas  nervosas,  versáteis,  susceptíveis,  bem  se  depreende, são carecentes de auxílio, não se  encontrando habilitadas para  mais  altas  realizações,  quais  as  que  exigem  recolhimento,  paciência,  afetividade,  clima  de  prece,  em  esfera  de  lucidez  mental.  Não  raro,  em  pleno  serviço  de  socorro  aos  desencarnados,  soam  alarmes  solicitando  atendimento aos membros da esfera física, que se desequilibram facilmente,  deixando­se  anestesiar  pelos  tóxicos  do  sono  fisiológico  ou  pelas
interferências  da  hipnose  espiritual  inferior,  quando  não  derrapam  pelos  desvios mentais das conjecturas perniciosas a que se aclimataram e em que  se comprazem.
Alegam  muitos  colaboradores  que experimentam  dificuldades  quando se  dispõem  à  concentração.  No  entanto, fixam­se  com  facilidade  surpreendente  nos  pensamentos  depressivos,  lascivos,  vulgares,  graças  a  uma natural acomodação a que se condicionam, como hábito irreversível e  predisposição favorável.
Parece­nos  que,  em tais  casos,  a  dificuldade  em  concentrar­se se
refere  às  idéias  superiores,  aos  pensamentos  nobres,  cujo  tempo  mental  para  estes  reservado,  é  constituído  de  pequenos  períodos,  em  que  não  conseguem criar um clima de adaptação e continuidade, suficientes para a  elaboração de um estado natural de elevação espiritual;
g)  confiança, disposição física e moral, que são decorrentes da certeza de que  os Espíritos, não obstante, invisíveis para alguns, se encontram presentes,  atuantes,  a  eles  se  vinculando,  mentalmente,  cm  intercâmbio  psíquico  eficiente,  de  cujos  diálogos  conseguem  haurir  estímulos  e  encorajamento  para  o trabalho em  execução. Outrossim, as  disposições físicas, mediante  uma  máquina  orgânica  sem  sobrepeso  de  repastos  de  digestão  difícil,
relativamente  repousada,  pois  não  é  possível  manter­se  uma  equipe  de
trabalho  dessa  natureza,  utilizando­se  companheiros  desgastados,  sobrecarregados, em agitação;
h)  circunspeção,  que  não  expressa  catadura,  mas  responsabilidade,  conscientização de labor, embora a face desanuviada, descontraída, cordial;
i)  médiuns  adestrados,  atenciosos,  que  não  se  facultem  perturbar  nem  perturbem  os  demais  membros  do  conjunto,  o  que  significa  adicionar,  serem disciplinados, a fim de que a erupção de esgares, pancadas, gritarias  não  transforme  o  intercâmbio santificante  em  algaravia  desconcertante  e  embaraçosa. Ter em mente que a psicofonia é sempre de ordem psíquica,  mediante  a  concessão  consciente 2  do médium,  através  do seu  perispírito,  pelo qual o agente do além­túmulo consegue comunicar­se, o que oferece  ao sensitivo possibilidade de frenar todo e qualquer abuso do paciente que  o  utiliza,  especialmente  quando  este  é  portador  de  alucinações,  desequilíbrios  e  descontroles  de  vária  ordem,  que  devem,  de  logo,  ser  corrigidos  ou  pelo  menos  diminuídos,  aplicando­se  a  terapêutica  de
reeducação;
j)  lucidez do preposto para os diálogos, cujo campo mental harmonizado deve  oferecer  possibilidades  de  fácil  comunicação  com  os  Instrutores  Desencarnados, a fim de cooperar eficazmente com o programa em pauta,  evitando discussão infrutífera, controvérsia irrelevante, debate dispensável  ou informação precipitada e maléfica ao atormentado que ignora o transe grave  de que é vítima,  em cujas teias  dormita semi­hebetado,  apesar  da
ferocidade que demonstre ou da agressividade •de que se revista;
k)  pontualidade,  a fim  de  que todos  os membros  possam ler e  comentar  em  esfera  de  conversação  edificante,  com  que  se  desencharcam  dos  tóxicos
físicos e psíquicos que carregam, em conseqüência das atividades normais;  e  procurarem  todos,  como  leciona  Allan  Kardec, ser  cada  dia melhor  do
que no anterior, e de cujo esforço se credenciam a maior campo de sintonia  elevada,  com  méritos  para  si  próprios  e  para  o  trabalho  no  qual  se  empenham... Claro está que não exaramos aqui todas as cláusulas exigíveis  a  uma  tarefa  superior  de  desobsessão,  todavia,  a  sincera  e  honesta  observância destas darão qualidade ao esforço envidado, numa tentativa de  cooperação  com  o  Plano  Espiritual  interessado  na  libertação  do  homem,  que ainda se demora atado às rédeas da retaguarda, em lento processo de
renovação. 3
2) O obsessor: 
O Espírito perseguidor, genericamente denominado obsessor, em verdade é  alguém  colhido  pela  própria  aflição.  Ex­transeunte  do  veículo  somático,  experimentou injunções que  o tornaram revel, fazendo que guardasse nos recessos  da  alma  as  aflições  acumuladas,  de  que  não  se  conseguiu  liberar  sequer  após  o  decesso celular. Sem dúvida, vítima de si mesmo, da própria incúria e invigilância, 
transferiu a responsabilidade do seu insucesso a outra pessoa que, por circunstância  qualquer, interferiu decerto negativamente na mecânica dos seus malogros, por ser  mais fácil encontrar razões de desdita em mãos de algozes imaginários, a reconhecer  a  pesada  canga  da responsabilidade  que  deve repousar sobre  os  ombros  pessoais,  como conseqüência das atitudes infelizes a que cada um se faz solidário. Perdendo a 
indumentária  fisiológica  mas,  não  o  uso  da  razão  —  embora  normalmente  deambulando na névoa da inconsciência, com os centros do discernimento superior  anestesiados pelos vapores das dissipações e loucuras a que se entregou — imanta­  se por processo de sintonia psíquica ao aparente verdugo, conservando no íntimo as  matrizes da culpa, que constituem verdadeiros “plugs” para a sincronização perfeita  entre  a  mente  de  quem  se  crê  dilapidado  e  a  consciência  dilapidadora,  gerando,  então, os pródromos do que mais tarde se transformará em psicopatia obsessiva, a  crescer na direção infamante de conjugação irreversível.  Ocorrências  há,  de  agressão  violenta,  pertinaz,  dominadora,  pela  mesma  mecânica psíquica, em que o enfermo tomba inerme sob a dominação mental e física  do subjugador.  Pacientemente  atendidos,  nos  abençoados  trabalhos  de  desobsessão,  nos  quais se  lhes  desperta  a lucidez  perturbada,  concitando­os  ao  avanço  no rumo  da 
felicidade  que supõem  perdida,  faculta­se­lhes  entender  os  desígnios sublimes  da  Criação, convidando­os a entregarem os que se lhes fizeram razão de sofrimento à Consciência  Universal,  de que ninguém se evade,  e tratando  de reabilitar­se,  eles mesmos, ante as oportunidades ditosas que fluem e refluem através do tempo, esse  grandioso companheiro de todos.  Em  outros  casos,  —  quando  a  fixação  da  idéia  venenosa  produziu  dilacerações  nos  tecidos muito sutis  do  perispírito,  comprometendo  o reequilíbrio  que se faria  necessário  para  a  libertação  voluntária  do  processo  obsessivo,  o  que  ocorre  com freqüência, —  os Instrutores Espirituais,  durante  o transe  psicofônico,  operam nos centros correspondentes da Entidade, produzindo estados de demorada  hibernação  pela  sonoterapia  ou  utilizando­se  de  outros  processos  não  menos  eficientes, para ensejarem a recomposição dos centros lesados, após o que despertam  para as cogitações enobrecedoras.  Na  maioria  dos  labores  de  elucidação,  podem­se  aplicar  as  técnicas  de 
regressão da memória no paciente espiritual, fazendo­se que reveja os fatos a que se  vincula, mostrando­lhe a legítima responsabilidade dele mesmo, nos acontecimentos  de que se diz molesto, após o que percebe  o erro em que moureja, complicando a  atualidade  espiritual  que  deve ser  aproveitada para reparo e  ascensão, jamais  para 
repetições de sandices, pretextos de desídia, ensejos de desgraças...  Obsessores, sim, os há, transitoriamente, que se entregam à fascinação da  maldade,  de  que se fazem  cultores,  enceguecidos  e  alucinados  pelos  tormentosos  desesperos a que se permitiram, detendo­se nos eitos de demorada loucura, em que a  consciência  açulada  pelos  propósitos  infelizes  desvia  o rumo  das  cogitações  para 
reter­se,  apenas,  na  angulação  defeituosa  do  sicário  —  verdugo  impiedoso  de  si  mesmo — pois todo o mal sempre termina por infelicitar aquele que lhe presta culto  de  subserviência.  Tais  Entidades  —  que  oportunamente  são  colhidas  pelas  sutis 
injunções da Lei Divina — governam redutos de sombra e viciação, com sede nas  Regiões  Tenebrosas  da  Erraticidade  Inferior,  donde  se  espraiam  na  direção  de  muitos  antros  de  sofrimento  e  perturbação  na  Terra,  atingindo,  também,  vezes  muitas, as mentes ociosas, os espíritos calcetas, os renitentes, revoltados, cômodos e 
inúteis, por cujo comércio dão início a processos muito graves de obsessão de longo  curso, que se estende em conúbio estreito, cada vez mais coercitivo, inclusive após a  morte física dos tecidos orgânicos, quando o comensal terreno desencarna.  Reunidos  em  magotes,  momentaneamente  ferozes,  se  disputam  primazia  como sói acontecer entre os homens de instintos primitivos da Terra, nos combates  de  extermínio,  em  que  os  próprios  comparsas  se  encarregam  de  autodestruir­se,  estimulados  por  ambições  que  culminam  na  vanglória  da  ilusão  que  se  acaba,  estando  sempre  atormentados  pelas  lucubrações  de  domínio  impossível,  face  à  carência de forças para se dominarem a si mesmos.  Exibindo multiface de horror, com que aparvalham aqueles com os quais se  homiziam moral e espiritualmente, acreditam­se, por vezes, tal a aberração a que se  entregam,  pequenos  deuses  em  competição  de  força  para  assumirem  o  lugar  de  Deus. Trazendo no substrato da consciência as velhas lendas religiosas do Inferno  eterno,  das  personificações  demoníacas  e  diabólicas,  crêem­se  tais  deidades 
irremediavelmente caídas, estertorando, em teimosa crueldade, por assumir­lhes os 
lugares... Expressivo  número  deles,  esses irmãos marginalizados  por si mesmos  do  caminho redentor — que são, todavia, inconscientes instrumentos da Justiça Divina  que  ignoram  e pensam  desrespeitar  —  obsidiam  outros  desencarnados  que se
convertem  em  obsessores,  a seu  turno,  dos  viajantes  terrenos,  em  processo muito  complexo  de  convivência  e  exploração  fisiopsíquica.  Todos,  porém,  todos  eles,  nossos irmãos da retaguarda espiritual, — onde possivelmente já estivemos também,  —  são  necessitados  de  compaixão  e  misericórdia,  de  intercessão  pela  prece  e  oferenda  dos  pensamentos  salutares  de  todos  os  que  se  encontram  nas  lídimas  colméias espiritistas de socorro desobsessivo, ofertando­lhes o pábulo da renovação  e a rota luminescente para a nova marcha, como claro sol de discernimento íntimo  para a libertação dos gravames sob os quais expungem os erros em que incidiram.

Elucidações de Ramatís sobre os orbes que estão interpenetrados entre si.



PERGUNTA:  Como poderemos assimilar a ideia de que os orbes estão interpenetrados, entre si, por energias que se incorporam na descida angélica?

RAMATÍS:  Para isso, é bastante saberdes que esses orbes sendo mundos semelhantes, possuem entre si relações afins, derivadas dos mesmos planos cósmicos que os interpenetram, embora essas relações escapem à observação da instrumentação física e sejam despercebidas pela visão comum. 
No vosso mundo, todo líquido, sob qualquer forma e em qualquer latitude do globo, possui relações íntimas e indiscutíveis, além da simples expressão exterior; consistem elas na identidade fundamental do líquido — oxigênio mais hidrogênio, elementos afins da água. Essa fórmula é o elo indestrutível e eletivo da água, sob qualquer condição.
Os globos físicos que rodopiam em torno de seus núcleos solares estão aparentemente separados pelos espaços vazios da visão humana; no entanto, eles se ligam vigorosamente entre si, pelas energias imponderáveis dos planos mental concreto, astral e etérico, e as suas auras se tocam e se comprimem no intercâmbio de influências de todos os tipos. Eles rodopiam dentro de verdadeiros "canais siderais", que perfuram nos campos das energias poderosas que os sustém no espaço. Nesse trânsito sideral, deixam sulcos luminosos de efervescências energéticas, que os encarnados ignoram e de cuja existência nem ao menos suspeitam em sua imaginação demasiadamente escrava das três dimensões.

No futuro, a instrumentação astronômica de precisão, baseada nos princípios do éter cósmico e aproveitando-se da energia propulsora da luz, conseguirá atingir esse interior etérico ou sub-eletrônico, e então observar a incessante renovação de forças e a inteligência planetária que flui e reflui entre todos os mundos e todas as coisas, por mais distanciadas que estejam, fisicamente, entre si. Há permanente intimidade etéreo-astral entre galáxias, constelações, planetas, satélites, orbes e poeira sideral, pois as suas formas exteriores, mesmo as mais acanhadas, são apenas invólucros perecíveis, degradando-se na fase energética mais grosseira do Cosmo.
No Universo palpita algo desconhecido, operante e intermediário da Vida, que a ciência acadêmica, na falta de um entendimento além da palavra, denomina de éter-cósmico. Como todos os orbes, coisas e seres estão interpenetrados desse éter cósmico e nada existe isolado nem distante de quaisquer relações, cada gesto, movimento ou pulsação de vida corresponde-se identicamente em todas as latitudes cósmicas. Eis por que todos os orbes estão interpenetrados, entre si, por energias que os incorporam igualmente, no fenômeno em que Deus-Espírito se expande para fora até à fase substância, embora continue sendo uma só Unidade.

DO LIVRO: “MENSAGENS DO ASTRAL” RAMATÍS/HERCÍLIO MAES – EDITORA DO CONHECIMENTO.

sábado, 23 de novembro de 2013

Esclarecendo a obsessão


Esclarecendo a obsessão



Muito se fala em obsessão no meio espírita, mas poucos sabem de fato como acontece o mecanismo de tal doença. Doença? Isso mesmo, a obsessão pode ser considerada uma doença do Espírito que, atingindo graus adiantados, acaba por aniquilar a matéria, ocasionando depressão, loucura e até mesmo o suicídio.

Com nomes diferentes, os fenômenos de obsessão têm atravessado épocas. Até mesmo a bíblia relata alguns acontecimentos nos tempos antigos. Existem casos famosos e outros que se escondem no anonimato. O fato é que a obsessão ainda é frequente nos dias atuais.

Entendendo a obsessão - Allan Kardec em O Livro dos Médiuns define a obsessão como sendo o domínio que alguns Espíritos procuram exercer sobre outros Espíritos, sejam encarnados ou desencarnados. Esta influência sempre acontece de forma negativa, onde o obsidiado (Espírito dominado) é prejudicado de alguma forma, pois aquele que exerce o domínio é sempre um Espírito de tendências nocivas.

Como se desenvolve - De maneira geral a obsessão acontece porque somos Espíritos em evolução necessitando de aperfeiçoamento moral. Sentimentos menos dignos como o egoísmo, o rancor, o ódio, o materialismo e o desejo de vingança ainda estão arraigados em muitos de nós. Aliás, boa parte dos casos de obsessão está relacionada à vingança. Geralmente, aqueles que prejudicamos outrora tendem a nos cobrar o mal que causamos, iniciando assim um processo obsessivo.

A obsessão é desencadeada por nossas próprias condutas viciosas. Nossos pensamentos e atitudes atraem para junto de nós Espíritos afins. É como se abríssemos a porta para o "inimigo":

“(...) criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. (...) Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo”. (A Gênese, Allan Kardec, capítulo 14º, Item 15.)

Nestes casos, devemos considerar as recomendações do Cristo: "Vigiai e orai [...]" (Mateus, 26:41).

É importante ressaltar que a obsessão não é necessariamente a influência de um Espírito desencarnado sobre um Espírito encarnado. Ela pode acontecer de diversas maneiras:

Encarnado para Encarnado: Pode parecer estranho, mas esse tipo de obsessão é uma das mais frequentes. Consiste na capacidade que certas pessoas possuem de manipular as outras, sequestrando de alguma forma a sua subjetividade, como, por exemplo, o marido que restringe a liberdade da esposa por ciúmes ou manifesta um "amor doentio", anulando de alguma forma a sua personalidade.

Desencarnado para Desencarnado: Nas literaturas espíritas podemos encontrar vários relatos deste tipo de obsessão. Um Espírito desencarnado passa a obsediar um outro Espírito por vingança ou pelo simples desejo de escravizá-lo. Os recém-desencarnados, atormentados pela própria consciência culpada, como homicidas, suicidas, dependentes químicos etc. são mais vulneráveis à investida de falanges maléficas.

Encarnado para Desencarnado: Você deve estar pensando como um Espírito encarnado pode exercer influência sobre um Espírito desencarnado, entretanto, esta situação é mais comum do que imaginamos. É natural sofrermos quando um ente querido retorna para a vida espiritual, todavia, nossas lágrimas produzidas pela dor e revolta contra as leis do Criador provocam aflição no Espírito que partiu. Estas circunstâncias podem atormentar o desencarnado, que passa a ser atraído pelo sofrimento daquele que chora, provocando uma obsessão mútua.

Desencarnado para Encarnado: Este é o que nos parece mais incidente. Caracteriza-se pela influência de um Espírito desencarnado sobre um Espírito encarnado. O obsessor dispõe de recursos que o obsidiado não pode ver por estar limitado ao corpo físico. Ambos tornam-se ligados pela ação do pensamento.

Auto-Obsessão: Nestes casos, o homem apresenta um estado doentio do próprio Espírito, que é capaz de lhe proporcionar graves consequências. Sentem-se doentes fisicamente, entretanto, procuram diagnósticos na medicina convencional e não o encontram. Trazem impressos no seu espírito patologias adquiridas em existências pretéritas, que voltam à tona e passam a produzir uma auto-obsessão. Esta condição pode desencadear no indivíduo transtornos de ansiedade como depressão, bipolaridade e síndrome do pânico.

“O homem não raramente é o obsessor de si mesmo.” (Obras Póstumas - Allan Kardec.)

Estágios da obsessão - Para fins de estudo, Kardec classificou a obsessão em estágios, sendo muito difícil definir onde termina um estágio e inicia-se o outro. Alguns casos de obsessão são tão complexos que os estágios podem aparecer em alternância. Vejamos:

Obsessão Simples - É aquela onde o obsessor tenta insistentemente constranger sua vítima de alguma forma. Em alguns casos, o obsidiado tem condições de perceber a ação daquele que o pretende dominar.

Fascinação - Neste estágio, o Espírito dominado passa a sofrer ação direta do obsessor, que tenta manipular seus pensamentos para provocar ações nocivas.

Subjugação - O Espírito dominante passa a exercer o controle das vontades do obsidiado. Na linguagem popular é conhecida como possessão. O indivíduo fica sob o jugo de seu algoz.

Como tratar - O primeiro passo para se livrar da dominação é a mudança de atitudes. A transformação moral é fator preponderante para o sucesso do tratamento da obsessão. É necessário exercer o domínio dos próprios pensamentos, a fim de que possa elevar o padrão vibratório e se desvencilhar dos domínios inferiores.

 “No que diz respeito ao problema das obsessões espirituais, o paciente é, também, o agente da própria cura.” (Grilhões Partidos, Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, “Prolusão”.)

Recomenda-se a realização da prece frequentemente, o evangelho no lar para purificar o ambiente, a vigilância dos hábitos e pensamentos nocivos, a prática da caridade e o trabalho edificante. Esses mecanismos devem proporcionar a aproximação dos benfeitores espirituais e consequentemente o afastamento de Espíritos ignorantes.

Aprender a perdoar e pedir perdão também consiste em terapia renovadora e eficaz contra os domínios da obsessão. É necessário entender que a maldade não é um estado definitivo do Espírito. Como Espíritos imperfeitos, somos passíveis de erros e, assim como desejamos ser compreendidos quando erramos, devemos ser complacentes com os erros alheios.

A família do obsediado deve participar do processo de desobsessão, sendo esclarecida acerca da situação para que possa ajudar a vítima em seu restabelecimento. Não raros são os casos de obsessão que se estendem aos outros membros da família. O seio familiar costuma reunir Espíritos unidos pelos mais profundos laços do passado.

Em casos mais complexos é necessário buscar ajuda de uma casa espírita, que poderá aplicar no obsidiado a fluidoterapia e, se for o caso, através de grupos mediúnicos, realizar o trabalho de esclarecimento do Espírito obsessor, conscientizando-o de suas ações e, ao mesmo tempo, oferecer-lhe uma oportunidade de regeneração.

É possível prevenir a obsessão? - Sim. É perfeitamente possível evitar a instalação de um processo obsessivo.
 
Como dissemos anteriormente, a chave para a cura da obsessão está nas mãos do próprio obsidiado, sendo assim, na prevenção, os mecanismos não são diferentes.

A retidão moral constitui vacina eficaz contra a obsessão. É necessário manter a mente ocupada com bons pensamentos, colocar-se em contato com Deus através da prece e dedicar-se ao trabalho digno. A fé, o amor e a caridade são fontes renovadoras de boas energias e nos mantêm em contato com a alta espiritualidade. A obsessão só acontece quando permitimos.

 

Referências:

A Gênese - Allan Kardec.

Dramas da Obsessão - Yvonne A. Pereira e Espírito de Bezerra De Menezes.

Obsessão e Desobsessão - Suely Caldas Schubert.

O Evangelho segundo o Espiritismo - Allan Kardec.

O Livro dos Médiuns - Allan Kardec.

Caridade e presença





Caridade e presença






Valioso o mister da caridade, quando encaminhas víveres e medicamentos aos padecentes das aflições sem nome.

Expressiva a solidariedade que doas, através da contribuição de moedas que se convertem em aluguéis dignos, como alavancas impulsionantes, que erguem da mendicância os que estão na inclinada da queda e permaneceriam no solo do desastre moral e humano.

Representativa a ajuda com pão e tecido que doas aos que se debatem na fome e na nudez.

Nobre a mensagem que endereças aos que choram e se rebolcam nos pauis da desesperação.

Sanadores de males, as orações e os pensamentos salutares com que intercedes à Divindade pelos caídos e desafortunados do caminho por onde segues.

Muito mais importante, no entanto, será o teu auxílio direto, representado pela tua presença no tugúrio onde a dor permanece dominadora, ou junto ao grabato em que a enfermidade manieta sofredores, ou por meio do verbo morno da amizade, com que expões a esperança aos ouvidos da desdita, ou a moeda que convertes em salário honroso, de modo a libertá-los da constrição da miséria econômica e social, na dinâmica da fraternidade legítima.

Entre ajudar por intermédio de alguém ou deixar de faze-lo, por não poderes amparar diretamente, sempre é melhor socorrer de qualquer modo... Todavia, considerando o valor do bem, que é sempre melhor para quem o exercita, merece considerares a extensão do esforço pessoal de que se enriquece o benfeitor.

Visitando o casebre em ruína onde um coração jaz, vencido, meditarás.

Ombreando com o aflito e o amparando, refletirás.

Conhecendo a dificuldade de alguém e sanando-a, pensarás.

Urge, desse modo, participares dos problemas do próximo em agonia, a fim de aprofundares o exame da situação em que estagiarás, valorizando melhor as concessões que usufruis.

Muitas pessoas generosas oferecem o que abunda em suas mãos, mas não doam o tempo, a presença, o esforço, permanecendo solidárias, mas distantes; gentis, mas distantes; fraternas, mas distantes, como receando o contágio dos que estacionam nas preciosas provações redentoras.

Não te negues, destarte, ao trabalho eficiente de conduzires o pão da vida e a palavra de luz do Evangelho aos pardieiros sombrios e tristes onde se alojam os irmãos da retaguarda esiritual.

Unge-te de amor e faze-te médium da alegria como da caridade superior, vivendo, por alguns momentos embora, as dificuldades dos que sofrem e clareando-os com a dádiva da tua auto-oferta, para que te tenham verdadeiramente como amigo e sejas realmente irmão de todos eles.






Joanna de Ângelis  &  Divaldo P. Franco
Obra: Celeiro de Bênçãos


Quando você conseguir superar...

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
Chico Xavier


Perdas momentâneas


Perdas momentâneas

A vida está em constante movimento, algumas coisas dependem de nós 
e outras não. Em alguns momentos temos a impressão amarga de que 
perdemos o que tínhamos de mais importante na nossa vida, 
seja material ou sentimental. Tudo fica escuro e perdemos um 
pouco do nosso equilíbrio...
É tempo de parar, de abrir os braços em busca de novo equilíbrio, 
de olhar para cima em busca de luz, de confiar que novos caminhos 
se abrirão  e de que se fizermos a nossa parte novas oportunidades 
surgirão, fortes e brilhantes em nosso caminho e, estaremos prontos 
para enxergar essas novas setas que direcionarão a nossa vida.
Quando algo assim acontece pode ser encarado como uma possível 
promoção na nossa vida, apesar do medo, da insegurança que gera 
também gera transformação, renovação, novos  caminhos se abrindo.
Meus amigos, tudo tem começo, meio e fim. Podemos sim sofrer com o 
fim de um ciclo, mas não devemos duvidar de que um novo imediatamente 
recomeça e quando limparmos as nossas lágrimas poderemos ver, 
com mais clareza novos rumos, bem na nossa frente.
Hoje estamos, como disse Chico Xavier, onde nossos passos nos levaram 
e estaremos amanhã onde eles nos levarão, portanto vamos levantar 
sempre a poeira e vamos calçar novas sandálias e andar em busca desses 
novos caminhos. Sempre com Fé, Coragem e Alegria!
Não há noite que dure para sempre, 
portanto fixemos nossos olhos no sol nascente!

GOTAS DE  PAZ

O ser humano e o mundo de ilusões

                              O ser humano e o mundo de ilusões

O homem criou para si próprio prisões. Prisões essas feitas de ilusões.

Em sua fase de amadurecimento, a humanidade entrou em um mundo de ilusões, semelhante ao mundo de Peter Pan.

Convencionou então que para ser feliz era preciso posses e poder.

E com isso desbravou novas terras, conquistou e oprimiu outros povos, guerreou com seus vizinhos, escravizou os demais, e assim estabeleceu reinados e impérios.

Mas ainda assim o homem não era feliz.

Porém, tal como a criança, que acha que a sua felicidade está em brincar e comer doces, e quando vira adolescente percebe que eram apenas devaneios infantis, a humanidade ao se desenvolver foi abandonando gradualmente (porém nunca totalmente) essas idéias. Mas como percebeu que a realidade era mais difícil e menos emocionante, criou novos devaneios.

Hoje somos escravos das programação televisiva, que nos aliena do mundo ao nosso redor. Estratégias de marketing nos fazem comprar inúmeras tranqueiras, roupas e acessórios que não precisamos. Pensamos que sem o corpo e a beleza perfeitos, não teremos lugar no mundo. E para descontar as frustrações, medos e incertezas, utilizamos dos vícios como meios de fugir dessa ilusão (indo para dentro de outra).

E todas essas ilusões que nos aprisionam, foram criadas por nós mesmos.

Só depende de nós sairmos dessa prisão. A chave está no nosso bolso. Mas será que queremos?

Assim como o Peter Pan, vivemos em um mundo de fantasia. Sabemos lá no fundo que não é a realidade, mas como não queremos crescer, nos aconchegamos nessa zona de conforto.

A realidade é mais difícil e vai exigir muito mais de nós, mas somente na realidade é que atingiremos a felicidade real.

No mundo de ilusão, nunca conseguiremos ser felizes por completo, pois sempre algo dentro de nós nos diz que aquilo é fictício.

E uma vez que tomemos conhecimento da realidade, cada vez vai ser mais difícil viver no mundo da ilusão.

Porque a tendência é sempre progredirmos. Á medida que amadurecemos, temos que seguir em frente. A estagnação sempre nos trará desconforto.

Uma ótima analogia para este tema é feita no filme Matrix:
O personagem principal (Neo) somente conseguiu desenvolver suas habilidades de “escolhido” quando passou a ter certeza de que a Matrix era uma vida falsa e que a vida verdadeira era a que o Morpheus (seu mestre) estava apresentando. E então foi capaz de fazer coisas consideradas impossíveis.
Sairmos ou não desse mundo de ilusões, dessa fantasia que nós próprios criamos, só depende de nós, de nossa conscientização. Se queremos ser felizes de verdade, esse é o único caminho.     

MECANISMOS DA EVOLUÇÃO

 MECANISMOS DA EVOLUÇÃO
As conjunturas difíceis que vives fazem parte do processo evolutivo de todas as criaturas. Enfermidades,
incompreensões, problemas do lar, limites orgânicos, dificuldades econômicas são os mecanismos de que
se utilizam as Leis soberanas para estimular-te ao avanço, à conquista de mais elevados pisos.
Mesmo os triunfos aparentes, a fama transitória, a saúde, a tranquilidade doméstica tornam-se, as vezes,
motivo de aflição.

Milton, o grande poeta inglês, afirmava que a Fama é a espora que eleva o espírito iluminado, a fim de que
ele mais se desdobre e mais trabalhe, e quando, finalmente, pense em gozá-la, as Fúrias cindem o seu êxito
e a vida fragilmente tecida.
O brilho da fama é visitado constantemente pela treva da inveja, que a tenta empanar ou mesmo apagá-la,
levando a calúnia a tiracolo para o empreendimento nefasto.
As pessoas que aparentam felicidade e transitam no carro do triunfo, também experimentam dores e
sofrem ansiedades, depressões.
Não te iludas com a vã esperança de lograres felicidade sem esforço e paz sem lágrimas.
A terra é a Escola dos aprendizes em fase de imperfeição e ignorância.
Alguns, bem intencionados, esforçando-se; outros, preguiçosos, criando embaraços para o próximo e para
eles mesmos; diversos, distraídos e atrasados; raros, com aproveitamento louvável, mesmo assim vivendo as
condições e peripécias da sua humanidade.
Também és estudante algo negligente, equivocando-te, envolvendo-te em pugnas mesquinhas, gerando
animosidade, perdendo tempo útil.

Ghandhi afirmava que se me não matarem, terei fracassado na campanha da não-violência.
Raros os apóstolos do bem que não sofreram a perseguição dos próprios correligionários, transformados
em competidores e difamadores cruéis.
Muitas vezes, o amigo solidário de agora se transmuda em adversário de mais tarde.
Não foram os inimigos que atraiçoaram e negaram Jesus; mas, Seus amigos invigilantes.
A ti cabe a honrosa tarefa de enfrentar os problemas e solucioná-los; de trabalhar a enfermidade  e
recuperar a saúde; de lutar e adquirir a paz  íntima em qualquer situação a que te vejas conduzido.
No desequilíbrio que predomina em toda parte, sê tu quem permanece com serenidade.
No vozerio das acusações, seja o teu silêncio a forma de defesa.
Na urdidura de qualquer mal, a tua se torne a presença do bem.
Nunca abandones a trilha da fé, nem te apartes dos deveres sacrificiais, porque sofres ou defrontas
dificuldades.
Facilidade, improvisação, sorte são expressões que não existem no dicionário dos códigos Divinos. Tudo
são conquistas arduamente conseguidas.
Fiel ao ideal que abraças e à vida que te exorna a marcha, não temas, não recues e não te desesperes
nunca.
A felicidade virá e permanecerá contigo a partir do momento próprio.
      
(Obra: Desperte e Seja Feliz - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

AURA - EFLUVIOGRAFIA (ESTUDO DA AURA)

AURA - EFLUVIOGRAFIA (ESTUDO DA AURA)

AURA

Não há corpo sólido líquido ou gasoso que não tenha sua aura,desde o átomo até o globo terrestre, portanto todos os seres se revestem de um halo energético,que lhes corresponde á natureza. 

No homem é o conjunto das irradiações do corpo físico e do perispírito,que corresponde ao grau evolutivo de cada ser.

A aura é energia em movimentação, que se expande no contorno do corpo,refletindo saúde,sentimentos,virtudes e vícios.

Sua coloração depende da elevação ou inferioridade espiritual. 

A interferência do meio ambiente na aura.

A aura é sensível à totalidade do nosso ambiente interno e externo. Os fatores mentais, físicos, espirituais interagem constantemente para atuar sobre a aura. Traços de personalidade, condições de saúde, interesses pessoais, questões sociais, estados emocionais e as circunstancias do momento podem exercer um efeito drástico e imediato sobre a aura. Mesmo eventos distantes, globais ou cósmicos, podem alterar a aura.

Condições adversas que podem afetar a aura.

Uma vasta gama de estados mentais negativos, tais como ansiedade, hostilidade e frustrações, podem exercer um efeito devastador sobre o corpo e drenar a energia do sistema áurico. Da mesma forma, a falta de auto-estima, um conceito desfavorável sobre si mesmo e relação sociais negativas podem debilitar a aura e reduzir seriamente seu suprimento de energia. Os poluentes ambientais e certas substâncias presentes nas drogas podem temporariamente descolorir a aura ou diminuir sua extensão.

Fatores positivos que atuam sobre a aura.

O amor, a força mais poderosa do universo, invariavelmente expande, ilumina e energiza a aura. Dentre os demais fatores que a fortalecem destacam-se uma imagem positiva de si mesmo, sensação intensa de bem-estar, equilíbrio e harmonia interiores e interesse genuíno pelos outros. Cada esforço para ajudar o próximo ou para tornar o mundo um lugar melhor injeta uma energia que se irradia por todo o sistema áurico.


ANATOMIA DA AURA HUMANA


Retrato da Consciência

A Aura humana é o retrato fiel da consciência de seu dono. Reflete, sempre, a imagem exata - nua e crua - do indivíduo, que assim pode ser visto e identificado pelos clarividentes, pelos desencarnados e até, em certos casos, pelos animais que tanto podem simpatizar ou se assustar com a presença, aparentemente, inofensiva de uma pessoa.



Dimensões do Campo da Aura

Conforme a figura abaixo demonstra, o envoltório energético, chamado de Aura, além de interpenetrar todo o corpo denso, exterioriza-se, mais ou menos nas seguintes proporções:




A - Pessoa comum ou pouco espiritualizada, 10 centímetros além da superfície do corpo Físico;

B - Pessoa espiritualizada, 50 centímetros, podendo ser percebidas várias camadas de diferentes intensidades. (Ver figura 18A na apostila 18) Um sensitivo treinado, ao aproximar sua mão espalmada do corpo de uma pessoa em tratamento, notará as diferentes camadas áuricas. Inclusive notará uma delicada resistência, como se fosse um acolchoado de camada de ar;

C - Nas pessoas espiritualmente evoluídas, nos mensageiros espirituais e mentores dirigentes, suas respectivas auras espalham-se por alguns metros além de seus corpos. Por isso, quando vistos pelos clarividentes, apresentam-se envoltos em radiante luminosidade;

D - Nos Seres Crísticos suas auras envolvem todo um planeta e seus satélites;

E - Ao nível dos Arcangélicos Criadores, aqueles seres compositores de mundos, a emanação áurica proveniente deles permeia todo um sistema planetário;

F - E, do indescritível SER Supremo, sua divina emanação sustem todos os universos, imagináveis e inimagináveis. Isto é, o campo de Sua Aura é inconcebível à mente humana. E´ o eterno Onipresente.



Aparência da Aura


Sua aparência que pode ser classificada pela intensidade da luminosidade, e pela coloração, revela as seguintes características, que são reflexos do que esteja transcorrendo com a pessoa:

a) - Quando apagada; a pessoa está perturbada, retraída, enferma ou é antipática;

b) - Quando brilhante; a pessoa está calma, sadia, agradável ou é envolvente.


O que revela: 


Textura

A textura, ou consistência da aura, também faz parte de sua linguagem demonstrativa dos reais sentimentos que naquele momento evoluam da pessoa. A figura acima torna mais compreensiva essa questão. Vamos á descrição:

Tipo 1 - Consciência física voltada para a malícia ou para a revolta. Há uma verdadeira tempestade ocorrendo na psicosfera dessa pessoa, que se sobrecarrega de energias envenenadas.

Tipo 2 - Consciência física voltada para as questões meramente materiais. Embora mais calma que a descrita no tipo 1, entretanto, continua uma aura densa e sufocante.

Tipo 3 - Consciência física pensando nas questões espiritualizantes. A aura se apresenta menos rígida. São as emanações de pensamentos construtivos.

Tipo 4 - Consciência física ligando-se à espiritualidade superior. A aura, embora muito radiante, se torna como uma névoa esvoaçante, de tão leve. Tende a elevar-se em determinados pontos, atraída por nobres inspirações que lhe chegam.

Tipo 5 - Consciência fora do físico, em êxtase. Ligada aos planos da Criação, situados além do plano Mental inferior. Ainda mais leve e de suave coloração azul-rosa, passa a ser envolvida por emanações vindas de planos superiores. Essas emanações se tornam perceptíveis na forma de emoções. Um delicioso e lânguido envolvimento. Uma alegria interior, quase que indescritível.

Acoplamentos - As auras interagem umas com as outras, de pessoa a pessoa, formando o chamado acoplamento áurico. Acoplar significa ligar, juntar.



Nesta figura vemos a representação de alguns acoplamentos. Os acoplamentos se dividem em duas categorias: simpáticos e antipáticos.

Acoplamentos Simpáticos - Casal de apaixonados; aplicação de passes energéticos; gestante e o feto; médium e mentor; médium de incorporação e a entidade comunicante, e tantas outras modalidades.

Acoplamentos Antipáticos - Casal desapaixonado; proximidade de pessoa invejosa; proximidade de pessoa sem objetividade na vida e que apenas causa embaraços aos que alguma coisa realizam; proximidade de pessoa intimamente devassa e inescrupulosa; obsidiado e obsessor; pessoas amotinadas, ou uma multidão enfurecida.


Acoplamentos em Trabalhos de Energia - Quando todos os integrantes de uma equipe assistencial, seja de que modalidade for, sentados em grupo, ou próximos uns dos outros, mantém atitude de concentração e respeito ao que fazem, suas auras interligam-se formando o que é chamado popularmente de corrente energética.





Na figura a cima apresentamos a situação onde estão algumas pessoas em trabalho de energia, e que, por isso mesmo, suas auras se interligam.


Evidencia-se que, para que nessa corrente refulja a harmonia, necessário será o sentimento de simpatia entre todos. Se um só dos integrantes, por inadequação ao grupo, estiver movido de sentimento contrário, haverá impedimento para se completar o acoplamento simpático. Qualquer pensamento duvidoso gerará um turbilhão de negatividade em todo o conjunto. Razão porque um grupo só passa a trabalhar quando todos os integrantes se equilibram em respeito espontâneo entre si. Fora disso, os trabalhos que o grupo possa vir a apresentar serão meros ensaios. Nada, porém que tenha seqüência duradoura, pois a inexistência do acoplamento áurico visando objetivos nobres deixa todo o grupo à mercê de invasões indesejáveis.












Uma pessoa sensível e atenta às reações da aura notará de imediato que algo invisível, por exemplo, uma entidade desencarnada ou talvez apenas um fluxo de energia, se aproximou,tocando em seu campo.Afigura 1ª Etapa representa um fluxo de energia tocando a aura,que estava equilibrada. De imediato, 2ª Etapa,a aura se altera. Essa reação se transmite aos centros de forças,que de pronto,via sistema nervoso,transferem à consciência física os sinais da nova sensação,que poderá ser agradável ou não.




Miasmas impregnados sugando energias 
O que revela ? 

• Conflitos emocionais 
• Stress/Fadiga 
• Depressão 
• Fobias 
• Inflamações 
• Infecções 
• Estados degenerativos 
• Intoxicações 
Paranormalidade, entre outros.





AURA HUMANA






A AURA HUMANA APRESENTA SE EM UMA FORMA OVÓIDE





AURA HUMANA (Fotos Kirlian)





CENTROS DE FORÇAS