sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Não espere viver sem problemas,




Não espere viver sem problemas, de vez que problemas são ingredientes de evolução, necessários ao caminho de todos.
Ante os próprios erros, não descambe para o desculpismo e sim enfrente as consequências deles, a fim de retificar-se,como quem aproveite pedras para construção mais sólida.
Não perca tempo e serenidade, perante as prováveis decepções da estrada, porquanto aqueles que supõem decepcionar-lo estão decepcionando a si mesmos.
Reflita sempre antes de agir, a fim de que seus atos sejam conscientizados.
Não exija perfeição nos outros e nem mesmo em você, mas procure melhorar-se quanto possível.
Simplifique seus hábitos.
Experimente humildade e silêncio, toda vez que a violência ou a irritação apareçam em sua área.
Comunique seus obstáculos apenas aos corações amigos que se mostrem capazes de auxiliar em seu beneficio com descrição e bondade.
Diante dos próprios conflitos, não tente beber ou dopar-se, buscando fugir da própria mente, porque de toda ausência indébita você voltará aos estragos ou necessidades que haja criado no mundo íntimo, a fim de saná-los.
Lembre-se de que você é um espírito eterno e se você dispõe da paz na consciência estará sempre inatingível a qualquer injúria ou perturbação.

André Luiz - Chico Xavier

O PRINCIPE SENSATO


O PRÍNCIPE SENSATO


Comentavam os apóstolos, entre si, qual a conduta mais aconselhável diante do Todo-Poderoso, quando o Mestre narrou com brandura:
— Certo rei, senhor de imensos domínios, desejando engrandecer o espírito dos filhos para conferir-lhes herança condigna, conduziu-os a extenso vale verdoengo e rico de seu enorme império e confiou a cada um determinada fazenda, que deviam preservar e enriquecer pelo trabalho incessante.
O Pai desejava deles a coroa da compreensão, do amor e da sabedoria, somente conquistável através da educação e do serviço; e, como devia utilizar material transitório, deu-lhes tempo marcado para as construções que lhes seriam indispensáveis, mais tarde, aos serviços de elevação.
Assim procedia, porque o vale era sujeito a modificações e chegaria um momento em que arrasadora tempestade visitaria a região guardando-se em segurança apenas aqueles que houvessem erguido forte reduto.
Assim que o soberano se retirou, os filhos jovens, seguidos pelas numerosas tribos que os acompanhavam, descansaram, longamente, deslumbrados com a beleza das planícies banhadas de sol.
Quando se levantaram para a tarefa, entraram em compridas conversações, com respeito às leis de solidariedade, justiça e defesa, cada qual a exigir especiais deferências dos outros.
Quase ninguém cuidava da aplicação dos regulamentos estabelecidos pelo governo central.
Os príncipes e seus afeiçoados, em maioria, por questões de conforto pessoal, esmeravam-se em procurar recursos sutis com que pudessem sonegar, sem escândalos visíveis entre si, os princípios a que haviam jurado obediência e respeito.
E tentando enganar o Magnânimo Pai, por meio da bajulação, ao invés de honrá-lo com o trabalho sadio, internaram-se em complicadas contendas, em torno de problemas íntimos do soberano.
Gastaram anos a fio, discutindo-lhe a apresentação pessoal.
Insistiam alguns que ele revelava no rosto a brancura do lírio, enquanto outros perseveravam em proclamar-lhe a cor bronzeada, idêntica à de muitos cativos de Sídon.
Muitos afirmavam que ele possuía um corpo de gigante e não poucos exigiam fosse ele um anjo coroado de estrela.
Ao passo que as rixas verbais se multiplicavam, o tempo ia-se esgotando e os insetos destruidores, infinitamente reproduzidos, invadiram as terras, aniquilando grande parte dos recursos preciosos.
Detritos desceram de serras próximas e fizeram compacto acervo de monturo naquelas regiões, enquanto os príncipes levianos, inteiramente distraídos das obrigações fundamentais que lhes cabiam, se engalfinhavam, a todo instante, a propósito de ninharias.
Houve, porém, um filho bem-avisado que anotou os decretos paternais e cumpriu-os.
Jamais esqueceu os conselhos do rei e, quanto lhe era possível, os estendia aos companheiros mais próximos.
Utilizou grande número de horas que as leis vigentes lhe concediam ao repouso e construiu sólido abrigo que lhe garantiria a tranqüilidade no futuro, semeando beleza e alegria em toda a fazenda que o genitor lhe cedera por empréstimo.
E assim, quando a tormenta surgiu, renovadora e violenta, o príncipe sensato que amara o monarca e servira-o, desvelado e carinhoso, estendendo-lhe as lições libertadoras, pela fraternidade pura, e cumprindo-lhe a vontade justa e bondosa, pelo trabalho de cada dia, com as aflições construtivas da alma e com o suor do rosto, foi naturalmente amparado num santuário de paz e segurança que os seus irmãos discutidores não encontraram.
Doce silêncio pairou na sala singela...
Decorridos alguns minutos, o Mestre fixou os olhos lúcidos na pequena assembléia e concluiu:
— Quem muito analisa, sem espírito de serviço, pode viciar-se facilmente nos abusos da palavra, mas ninguém se arrependerá de haver ensinado o bem e trabalhado com as próprias forças em nome do Pai Celestial, no bendito caminho da vida.


pelo Espírito Neio Lúcio - Do livro: Jesus no Lar, Médium: Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Vícios


Vícios








Os vícios podem ser curados? Não! Mas, a pessoa viciada pode decidir parar com o vício a hora que ela quiser! Vamos entender melhor este assunto. O Espírito é que traz consigo o vício, seja através do “karma, da lei de causa e efeito ou do livre arbítrio.” Quando citamos vícios, nos referimos a qualquer tipo de dependência.

A palavra “karma” (ação) é o vetor principal resultante de todos os atos (bons e maus) praticados pelo homem. Ações conscientes ou não no Bem ou no Mal. Assim, pode-se avaliar que existirá, para cada indivíduo, "bom karma", como também "mau karma".

A lei de causa e efeito (todo efeito é resultante de uma causa) nos explica que tudo que vivenciamos, sejam momentos felizes ou infelizes, é consequência de nossas atitudes no presente ou no passado. Embora o indivíduo esteja vinculado a responsabilidade do ato praticado, se direcionar a sua vida baseada em valores mais nobres, pode alterar, aliviar, atenuar, reparar, e, com isso reequilibrar o seu passado. E pode até programar o seu futuro.

Os maus atos arremessam os agentes à dor; os bons à Paz! Ao criar o Espírito humano Deus concedeu-lhe a faculdade de decidir e praticar o que quiser através do “livre-arbítrio”. O homem pode optar por agir no bem ou no mal, pois, pela inteligência e pela moral, tem o dom da análise. Sua existência, feliz ou infeliz, será determinado por ele mesmo. "Aquilo que o homem plantar; aquilo mesmo terá que colher" Gálatas, 6-7.

Quando uma criatura acumula débitos perante a Justiça Divina (Leis Naturais), esta concede-lhe as oportunidades necessárias para o devido resgate, muitas vezes realizado parceladamente, em várias existências físicas (reencarnação). Explica-se assim o fenômeno lógico das vidas sucessivas, onde a criatura humana, conservando a individualidade, liberta-se das más tendências, adquirindo ou aprimorando virtudes. Isso acontecerá, inexoravelmente, pelo bem ou pela dor.

O corpo humano é um maravilhoso empréstimo da Vida, para a vida. Qualquer excesso, qualquer abuso, qualquer uso indevido, repercutirá na consciência, alertando quanto aos prejuízos. Tudo o que contraria o equilíbrio somático desajusta a harmonia do trinômio: “corpo, perispírito (corpo espiritual) e espírito”. Tais desajustes começam por provocar doenças no corpo físico e terminam por carrear inenarráveis tormentos espirituais.

André Luiz (espírito), no livro "Evolução em dois mundos" nos diz que: nossos desequilíbrios mentais causam rupturas nos pontos de interação entre o perispírito (corpo espiritual) e o corpo físico, ensejando assalto microbiano consentâneo com nossos débitos de vidas passadas.

O ser humano possui um campo espiritual de defesa, qual túnica eletromagnética (aura humana) à maneira de campo ovóide. Essa tela uma vez rompida (com "buracos", causados por vícios), libera o trânsito de energias bastardas entre os “centros de força” (chakras) que alimentam o espírito e o perispírito. Aí, sobrevêm as provações obrigatórias.

Infrações violentas, tais como os tóxicos, rompem essa "carapaça fluídica” do homem e as consequências são a devastação da saúde física e até a morte, às vezes precedidas da loucura. Depois vem os tormentos espirituais. Ao desencarnar, o perispírito mantém integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena.

Encontra no mundo espiritual inúmeros espíritos, similares, em tendências, gostos, graus de evolução. Com eles conviverá, pela sintonia e pela atração vibratória. Verá que seu perispírito está depauperado, destrambelhado, cheirando mal, repleto de náuseas e mazelas (frio, fome, dor, etc.) Desgraçadamente, terá consciência desses tormentos, de maneira plena e permanente: não dorme, não desmaia, fica vagando por regiões cinzentas, sem água, sem sol.

Contudo, a Caridade de Deus, permanentemente amparando Seus filhos, também ali se manifesta, a todos os instantes. Basta, apenas, um único pensamento sincero voltado ao arrependimento, e esse sofredor receberá ajuda do Plano Maior, onde operam os Prepostos de Jesus. Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados ao mal, perpetuamente. Cedo ou tarde o Espírito tem vontade de se tornar feliz.

O que leva um Espírito desencarnado toxicómano ao arrependimento? A dor, mestra maior e último recurso natural para reconduzir o homem ao caminho do Bem. O viciado, ao desencarnar, percebendo que tudo está mais difícil, pois além de não poder satisfazer a ânsia da droga, ainda está doente, fraco, faminto etc., mais do que nunca, desejará as drogas.

Onde busca-las? Como consegui-las? Carente, e sem nenhuma proteção, ficará a mercê de legiões de malfeitores espirituais. Será sim, admitido nessas legiões, mas como elemento escravizado, desprezível, inferior. Aprenderá, rápido, que só no plano material poderá dar vazão ao vício.

Qual vampiro, poucas vezes sozinho, quase sempre em bandos, acorrerá aos locais de frequência dos toxicómanos encarnados (às vezes até mesmo em seus lares), aderindo-se a eles, mente a mente, induzindo-os ao consumo das drogas, ou assediando criaturas invigilantes, ainda não viciadas, para que o façam. Sem nenhuma reserva moral, em troca de alguma satisfação do vício, será submetido a uma série de perversidades.

Os vapores sutis das drogas, ao se volatilizarem são facilmente detectados pelos espíritos-viciados, os quais sorvem esses vapores, deles se apropriando e incentivando o encarnado a consumir mais e mais. Fácil entender porque o viciado encarnado cada vez quer mais. O fato mais grave do vampirismo é que as “larvas psíquicas”, são contagiantes: havendo campo próprio, transferem-se para novos hospedeiros, onde proliferarão. A esse infeliz processo o Espiritismo denomina “obsessão”.

Conjectura-se que o toxicômano encarnado sustenta o vício próprio e de mais ou menos dez viciados desencarnados! Com o tempo, poderá, pelo livre-arbítrio, tomar duas atitudes: Arrependimento ou revolta com desejo de vingança. Seu poder, ampliado, atingirá um ponto em que a Justiça Divina considera como saturação, dando um basta: compulsoriamente retornará à carne. Só que em tristes condições.



No Shopping Center

No Shopping Center

Homens e mulheres eram vistos em templos católicos fazendo promessas para, logo depois, ingressar em igrejas evangélicas ou templos espíritas para pedir as mesmas coisas. Boa parte deles solicitava de Deus favores que significariam a desgraça de outros, o atendimento de pedidos que visavam a prejudicar pessoas ou comunidades, o apadrinhamento de pretensões ilícitas ou o apoio para as apostas milionárias.

O panorama do mundo indicava, com raras exceções, que boa parte da humanidade não havia despertado para as realidades da evolução.
E se a rua demonstrava esse intercâmbio assustador entre vivos e mortos, a atmosfera dos grandes e bem ornamentados recintos comerciais da modernidade, os shoppings centers estilosos assustavam ainda mais.
Isso porque, se nas vias públicas se misturavam pessoas de todos os padrões sociais, boa parte das quais privadas de entendimento, de formação moral mais requintada ou mesmo de simples cultura escolar, os locais destinados ao caro comércio das tentações reuniam público bem mais apurado, favorecido pelos bens materiais e, de se supor, mais fino. Porém, os Espíritos que passeavam ao lado dos vivos do corpo eram mais grotescos que os das ruas.
De um lado, as belas vitrines com os arranjos sedutores, bens e ofertas provocadoras. Do outro, seres humanos invigilantes e distraídos, desatrelados de um pensamento nobre, emitindo as formas-pensamento grotescas, acoplados a companhia inferior e mais perigosa do que aquelas que eram vistas nas vias públicas. Lá fora, violência e agressividade uniam as duas humanidades. Aqui dentro, astúcia, malícia, cobiça e maldade refinada eram a marca das almas perturbadoras que se uniam aos sócios de carne, em laços que eram ainda mais profundos e intensos.
Observava-se uma simbiose perfeita em que ambos demonstravam a mesma vontade, e o encarnado não saberia afirmar se se conduzia por si mesmo ou pela influência inferior com quem se harmonizava.
Ao se avaliar as condições pessoais dos frequentadores de tais ambientes, o que se podia perceber, sem muito esforço e com poucas exceções, era que a ambição, a inveja, a dependência da matéria, a crueldade, o egoísmo e toda corte de vícios e defeitos morais eram mais graves e patentes do que naqueles que perambulavam nos caminhos públicos.
Tanto nas ruas quanto nos centros comerciais, havia pessoas que fugiam à regra, capacitadas pelo próprio equilíbrio a se manter protegidas por bons pensamentos, nascidos de sua vigilância e por sua opção interior na direção de valores nobres. Ao redor delas, uma atmosfera diferenciada indicava a melhor condição pessoal, como uma impressão digital psíquica reveladora da vibração interior no bem.
No entanto, na maioria, o tumulto mental era a marca preponderante, transformando aquele ambiente de belezas materiais num pântano pestilento, no qual serpentes invisíveis deslizavam acompanhando homens e mulheres bem vestidos, compartilhando da cobiça e da astúcia, do egoísmo e do orgulho.
Não importava se visíveis ou invisíveis. Neles, a peçonha era um traço comum que se enraizava na mente cobiçosa. Em nenhuma parte a preocupação com Deus.
Na verdade, era a grande igreja da modernidade. Nichos de todos os tipos para atrair gostos variados onde cada “deus material” prometia coisas, e a massa dos fiéis a perambular pelos corredores em busca do deus que lhes satisfaria as buscas imediatas.
Para uns, era o deus da beleza, outros, o deus do prazer, outros, ainda, o deus da sedução e cada loja um local de culto onde o interessado depositava a sua doação e saía com a bênção que almejava.
E, nos corredores, criaturas insatisfeitas, infelizes, sonhadoras e ególatras, tentando satisfazer suas ânsias através da cobiça da compra, da ilusão do ter, do velho deus Mamon ou Baal dos tempos pagãos.
A cena bem representava a realidade, bastando que se contasse o número de vezes que qualquer um dos encarnados ia ao shopping e se comparasse ao tempo que gastava no exercício da própria crença, onde se ligavam a Deus no exercício da fé.
Um quadro social dessa natureza demonstrava enfermidade coletiva que contaminara boa parte das pessoas.
Compondo o mosaico da coletividade, somente reduzido número de criaturas atentas e vigilantes praticava a profilaxia da alma nos moldes recomendados pelo Cristo, superando suas limitações, esquecendo seus interesses imediatos, recusando-se a participar da ciranda da alucinação que envolvia as multidões.
Para essa minoria, a atmosfera do mundo materialista era hostil porquanto, já não mais participando de seus objetivos nem vibrando segundo as pressões da maioria, tais pessoas viviam rodeadas por loucuras e futilidades que se tornavam agressivas e injustas.
Em verdade, esse era e é o verdadeiro teste.
Somente com o embate entre os conceitos nobres e os preconceitos do mundo é que uma pessoa poderá dar mostras de que conseguiu reformar-se.
Livro No Final da Última Hora, cap. 7, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz.

"A próxima dessas perfeições,

"A próxima dessas perfeições, uma muito importante, é a perfeição da paciência.

Este é o antídoto contra a raiva. Este é um assunto importante que surge apenas na superfície. Mas acho que todos podemos apreciar que em nossa vida cotidiana, nossa vida familiar, nosso local de trabalho, e assim por diante, há um campo maravilhoso para a prática da paciência.

Mesmo dirigindo por estas estradas, eu estou muito bem disciplinada... Bem vindos à Índia.. ( risos...)

Mas mesmo assim, dirigindo e tudo o mais, é maravilhoso. Ótimas oportunidades para praticar como relaxar internamente, e não reagir com irritação, frustração, raiva..

Então, como desenvolver a paciência?

Como havia dito, este é um assunto importante e só podemos falar sobre um ou dois pontos aqui.

Mas um deles é normalmente quando alguém nos aborrece e nos deixa bravos, nós o consideramos como um obstáculo para nossa tranquilidade e paz, para que sejamos pessoas boas e amigáveis. Eu estaria ótima se não fosse pelo meu terrível vizinho, ou meu chefe desagradável, ou minha esposa, marido, quem quer que seja. É o problema deles.
Eles são os causadores de todas as minhas dificuldades, então, eu tenho do direito de estar brava.

No desenvolvimento da paciência, nós reconhecemos que esta é uma qualidade espiritual muito importante. Não reagir com raiva em relação a algo que consideramos como sendo o oposto.
Assim, como qualquer treino, como qualquer qualidade, precisamos praticar isso.

É muito fácil sermos amorosos, amigáveis e gentis quando estamos cercados de pessoas que sejam amorosas, amigáveis e gentis. (risos... )

Aqui, por exemplo, todos são tão amáveis, sorriem e se curvam diante da chance de serem úteis e gentis... e isso é maravilhoso.

Mas isso pode nos levar a um falso sentido de complacência. A de que o outro também seja amoroso, amigávei e gentil em todas as circunstâncias, porque nós o conhecemos assim. Portanto, a fim de praticarmos a paciência, nós precisamos de pessoas desagradáveis.. (risos...) Estou falado sério...

Shanti Deva, um grande letrado da Índia, do século VIII, disso que por este motivo, devemos considerar nosso "inimigo" como nosso grande amigo espiritual. Porque eles estão nos ajudando a desenvolver essa qualidade tão importante, sem a qual não podemos alcançar a iluminação.

Então, ao invés de pensarmos que essa pessoa é um problema, deveríamos ser gratos a ela. Quando alguém é muito difícil para nós e nos cria muitos problemas, ao invés de ficarmos abertos à raiva e chateados com isso, podemos pensar.. Ah obrigada! Você é tão horrível! Isso é ótimo!!( risos... )

Agora eu realmente posso praticar. Sem você, o que eu teria feito? Isso muda toda a situação.

Claro que isso não significa que se estivermos em uma situação extrema de abuso, vamos no sentar e dizer: bata mais forte.. Mas significa que, mesmo que alguém esteja em uma situação abusiva, ela pode desprender-se o mais rápido possível, com nada mais do que amor e compaixão no coração.

Buda disse que o ódio não cessa com ódio. Ódio cessa com a falta de ódio, em outras palavras, cessa com amor.

Se alguém nos perturba e acabamos sentindo raiva e frustração, nós duplicamos o problema. Entendem?

Se alguém nos faz alguma coisa nos engana, ou é difícil conosco, e sentimos toda essa raiva, frustração, nos fazendo mal, então estamos torturando nós mesmos. Certo?

Não está afetando aquela pessoa. Ela está bem. Apenas fazemos conosco o que nosso pior inimigo nos desejaria. Então, damos a nós mesmos mais dúvidas. Ao passo que, se pegarmos isso e transformarmos em uma oportunidade de nos desenvolver e ir além, então nada pode nos machucar.

É parte do nosso desenvolvimento espiritual. Isso não serve apenas para as pessoas, mas para as circunstâncias também.

Todos agora, começam a entender que as circunstâncias difíceis são, na verdade, ótimas oportunidades de crescimento.
Isso não significa que precisamos criar dificuldades, e pessoas desagradáveis. Sente-se e elas virão."( risos..)

UM LUGAR QUE FAZ ECO




O amor não deveria ser exigente; senão, ele perde as asas e não pode voar; torna-se enraizado na terra e fica muito mundano. Então ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento.

O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele. Ele deveria estar presente por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado.

Se houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu. Ele está confinado ao motivo; o motivo se torna sua definição, sua fronteira.

Um amor não motivado não tem fronteiras: é pura alegria, exuberância, é a fragrância do coração.

E o fato de não haver desejo de algum resultado não quer dizer que não haja resultados. Há sim, e eles acontecem mil vezes mais, porque tudo o que damos ao mundo retorna e ressoa.

O mundo é um lugar que faz eco. Se atirarmos raiva, a raiva voltará; se dermos amor, o amor voltará.

Mas esse é um fenômeno natural, e não precisamos pensar sobre ele. Podemos confiar: isso acontece por si mesmo. Esta é a lei do carma: tudo o que você semeia, você colhe; tudo o que você dá, você recebe.

Assim, não há necessidade de pensar a respeito, é automático. Odeie, e será odiado; ame; e será amado.

Osho

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O que a doutrina espírita pode explicar sobre Ansiedade?


O que a doutrina espírita pode explicar sobre Ansiedade?





São muitas as respostas que a D.Espírita nos dá sobre este sentimento que pode ser traduzido por perturbação, angústia, receio, permitindo até, se não cuidado, a instalação de um processo obsessivo.

O conhecimento da Doutrina Espírita, com um estudo frequente, possibilita-nos um trabalho paciente e perseverante para enfrentarmos esses estados de aflição que se fazem na nossa vida, relacionados com as nossas atitudes passadas e presentes.

Podemos afirmar, dentro do ensinamento cristão, que a ansiedade caminha conosco e vai libertando-nos, à medida que entendemos a proposta do Cristo, enxergando nela o convite às realizações proporcionadas pelo trabalho, deixando de esperar pelos milagres que em momento algum Ele prometeu. Trabalhar-se.

Tudo tem início na incerteza trazida pelo Espírito no planejamento da sua reencarnação. Ele sabe que é preciso enfrentá-la, mas não sabe se  suportará bem as suas provas.

Percebemos também, através do ensinamento espírita, que é grande a influência dos Espíritos em nossos pensamentos e que os efeitos das comunicações que, sem saber podemos manter durante o sono, pode fazer-nos experimentar sentimentos de angústia ou de satisfação. São encontros com Espíritos comprometidos conosco para o mal ou para o bem.

Entendemos então que as diversas encarnações que já tivemos, se encadeiam, dando sequência umas às outras, contando a nossa história, baseada nos nossos procedimentos.

Por isso, todos os nossos sofrimentos são criações nossas. O orgulho, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, enfim, constituem as torturas da alma.

Qualquer que seja a nossa aflição, é preciso encontrar a causa, a matriz. Mas, se fizermos uma auto-análise, verificaremos que estamos sempre ansiosos para resolvermos tudo bem rápido e como não conseguimos, ficamos revoltados, decepcionados e pessimistas diante da vida.

Está faltando reflexão no ensinamento do Cristo. O Evangelho traz uma anotação de Mateus, cap.19:26, com a seguinte exortação de Jesus: “A Deus, tudo é possível,” fazendo-nos entender que seja qual for a perturbação reinante, é necessário usar da calma, que nos liga ao Pai, pra buscar a melhor solução.

A calma é o resultado da fé, da segurança que propicia o equilíbrio. A fé, é a soma de conhecimentos assimilados. Se diante da vida, experimentamos insegurança e insatisfação, sustentando o inconformismo, a incerteza se fará em torno das ocorrências do cotidiano.

Libertar-se das aflições ou salvar a sua alma é tarefa que a encarnação apresenta. A Terra é a nossa casa de lutas redentoras, onde a Providência Divina movimenta todos os recursos indispensáveis ao nosso progresso material.

O Evangelho de Jesus é a dádiva suprema do céu para ajudar o Espírito livrar-se da situação aflitiva em que se encontra, para só então marchar para o amor e a sabedoria universal.

Jesus é o Modelo Supremo. Buscar sempre Nele a sustentação para nossa luta, procurando não permitir que a  ansiedade predomine na nossa vida, combatendo-a constantemente com as armas do amor, impedindo que ela atrapalhe a nossa evolução.


Os disfarces com que aparecemos no mundo


 Os disfarces com que 
aparecemos no mundo



A ideia de que os corpos físicos não passam de disfarces com que os Espíritos vêm ao mundo para progredir está presente na obra kardequiana, o que levou alguns estudiosos espíritas a comparar as diferentes existências corporais a peças de teatro em que a persona de cada ator se altera conforme o papel que deverá desempenhar.

A comparação não tem nada de absurdo, embora devamos ressalvar que – se na peça teatral cada ator segue um texto e um roteiro predefinidos – na vida é a própria pessoa que os elabora. É claro que, antes mesmo de reencarnar, as linhas gerais da existência podem estar configuradas na chamada programação reencarnatória, mas seu desenvolvimento e os atos de cada dia obedecem ao exercício do nosso livre-arbítrio, e não à decisão de um autor ou de um diretor, como se dá nas peças teatrais e nas telenovelas.

Toda vez que falamos em reencarnação, não nos custa lembrar como tal conceito se insinuou na obra de Allan Kardec. O diálogo que deu origem às questões 166 e 167 d´O Livro dos Espíritos, a primeira e principal obra da doutrina espírita, esclarece bem o assunto:

166. Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se? “Sofrendo a prova de uma nova existência.”

a) Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito? “Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.”

b) A alma passa então por muitas existências corporais? “Sim, todos contamos muitas existências. Os que dizem o contrário pretendem manter-vos na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse o desejo deles.”

c) Parece resultar desse princípio que a alma, depois de haver deixado um corpo, toma outro, ou, então, que reencarna em novo corpo. É assim que se deve entender? “Evidentemente.”                                                       

167. Qual o fim objetivado com a reencarnação? “Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?” 

Em cada existência, a individualidade persiste, mas a persona e o papel a ser desempenhado pelo Espírito que retorna à face terrena podem ser bem diferentes de uma existência à outra.

Persona, no uso coloquial, é um papel social ou o personagem vivido por um ator. Trata-se de uma palavra italiana derivada do Latim para um tipo de máscara feita para ressoar com a voz do ator, permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, bem como para dar ao ator a aparência que o papel exigia.

A ideia de disfarce, a que nos referimos no preâmbulo, está implícita nessa palavra e foi com tal sentido que o doutor Demeure, falecido em 26 de janeiro de 1865, a utilizou em mensagem publicada na Revue Spirite: “Como sou feliz! Não sou mais velho nem enfermo; meu corpo era apenas um disfarce imposto; sou jovem e belo, belo dessa eterna juventude dos Espíritos cujas rugas não mais sulcam o rosto, cujos cabelos não embranquecem sob a ação do tempo”. (Revue Spirite de 1865, págs. 80 e 81.)

Os instrutores espirituais já a haviam utilizado na resposta que deram à questão 738 d´O Livro dos Espíritos, adiante parcialmente reproduzida:

“Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo.”

Conforme Adelino Silveira relata em seu livro Momentos Com Chico Xavier, em 1997 Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier em sua derradeira existência, comunicou ao médium que sua reencarnação era iminente. Eis como ela lhe relatou o fato:

“Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse: Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações.  Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha? Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe: Cidália, há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe? Ela me disse:

– Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.

– Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.”

O fato ilustra o que dissemos inicialmente: nossos corpos são meros disfarces que atendem a determinada finalidade e depois se desfazem, mas a vida verdadeira, em que inexistem disfarces, prossegue na chamada pátria espiritual.


Doutrina espírita

Doutrina  espírita

Questão No. 838 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, pelo Espírito Emmanuel.

        Toda crença é respeitável.
        No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.
*
        Toda religião é sublime.
        No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.
*
        Toda religião é santa nas intenções.
        No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor.
*
        Toda religião auxilia.
        No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.
*
        Toda religião é conforto na morte.
        No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.
*
        Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.
        No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever.
*
        Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.
        No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.
*
        Toda religião educa sempre.
        No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face.
*
        Toda religião fala de penas e recompensas.
        No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.
*
        Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.
        No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho.
*
        Porque a Doutrina Espírita é em si a liberalidade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.
        Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.
        “Espirita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.
        “Espirita” deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.
        “Espírita” deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.
        “Espírita” deve ser o claro objetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.
        Doutrina Espírita quer dizer a Doutrina do Cristo.
        E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.
        Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

(De “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

“O homem mais feliz do mundo”

“O homem mais feliz do mundo”




“A felicidade relativa é possível e se encontra ao alcance de todos os indivíduos, desde que haja neles a aceitação dos acontecimentos conforme se apresentam. Nem exigências de sonhos fantásticos, que não se corporificam em realidade, tampouco o hábito pessimista de mesclar a luz da alegria com as sombras densas dos desajustes emocionais...

O amadurecimento psicológico, a visão correta e otimista da existência são essenciais para adquirir-se a felicidade possível.” – Joanna de Ângelis.

O francês Matthieu Ricard decidiu abandonar a tese de doutorado em biologia molecular no renomado Instituto Pasteur, para se dedicar a uma vida de contemplação como monge budista. No começo dos anos 2000 ele se submeteu a uma equipe de pesquisadores da Universidade de Wisconsin para investigar o efeito da meditação no cérebro. Para tal finalidade, ficou três horas dentro de um aparelho de ressonância magnética que mapeou determinadas regiões do seu cérebro. O resultado de tal pesquisa foi a constatação de que esse monge era a pessoa mais feliz do mundo. Como se chegou a tal constatação? Os pesquisadores tabelaram a felicidade em uma escala de 0,3 (muito infeliz) a - 0,3 (muito feliz), de acordo com a movimentação ou não das regiões do cérebro que ativam emoções positivas ou negativas. O índice obtido pelo monge foi de – 0,45! Essas informações estão contidas em uma reportagem da revista VEJA, edição 2394, de oito de outubro de 2014, páginas 118 e 119.

Matthieu Ricard que optou pela vida de monge budista se manifesta na reportagem sobre o sofrimento, afirmando que o sofrimento acontece de qualquer maneira, a questão é o que você faz com ele: se vê como vítima, ou o usa como catalisador de uma transformação pessoal. Sofrimentos nunca são desejáveis, mas é possível transformar a dor em desespero, ou usá-la para progredir. Uma estratégia, continua ele ensinando, é se voltar ao altruísmo, fazer coisas significativas para os outros, em vez de se focar na sua dor.

Diante dessa afirmativa, nos lembramos de Chico Xavier que vivenciou tantos problemas particulares, alguns conhecidos e outros que permaneceram na sua intimidade, e conseguiu ser feliz segundo ele mesmo afirmou em diversas ocasiões em que manifestou a sua situação como ser humano nessa sua última existência física. Problemas de saúde que tanto nos preocupam acompanharam o Chico por quase toda a sua vida terrena. Problemas na área familiar da mesma forma estiveram presentes como sobejamente é do conhecimento de todos. Isto é, aqueles que o médium mineiro chegou a revelar. Sabe Deus quantos outros manteve em silêncio?! No entanto, Chico dizia que o espírita deveria enxugar as lágrimas derramadas ocultamente, colocar um sorriso nos lábios e ir atender aos sofredores. Ele utilizava, portanto, a técnica sugerida pelo monge da citada reportagem: se voltar ao altruísmo, fazer coisas significativas para os outros, em vez de se focar na sua dor. Qual seria o índice que o Chico alcançaria se submetido tivesse sido ao mesmo teste do monge?

Sobre Divaldo Pereira Franco também poderíamos fazer o mesmo raciocínio. Por quantos sofrimentos deve ter passado? Que sabemos nós que apenas temos notícias sobre a vida desse missionário espírita através dos dados biográficos que os livros nos fornecem, ressalvando, obviamente, aquelas pessoas que desfrutam e desfrutaram da sua intimidade?

O que passou Francisco de Assis? Será que o nosso egoísmo nos permite fazer suposições do que esse Espírito de escol sofreu para ensinar, servindo a todos daquele tempo e dos tempos porvindouros, por amor a Jesus?

E Jan Huss que foi devorado pela fogueira infame de homens que se atreviam a falar sobre Deus enquanto queimavam o próprio semelhante a quem deveriam amar?

E a jovem heroína traída pelo próprio representante do seu povo, Joana D´Arc? Já imaginaram o que padeceu nas mãos de homens rudes, embrutecidos pela ausência do amor, vazando ódio por todos os poros e que se julgavam dignos representantes da Providência Divina?

No entanto, todos eles triunfaram quando fizeram do seu sofrimento um motivo para o exercício do altruísmo como bem sugeriu o monge, ao invés de se sentirem vítimas da própria dor.

Qual seria o índice de felicidade que o aparelho de ressonância magnética acusaria, se essas abençoadas pessoas e tantas outras que iluminaram o céu escuro da indiferença humana fossem submetidas a uma pesquisa semelhante à do monge budista?

Será que o aparelho suportaria tanta felicidade presente nesses dignos representantes do Criador, ou explodiria de alegria ao constatar que na humanidade já existem dignos representantes do Amor de Deus entre os homens?

Você se submeteria a esse tipo de exame com essa finalidade ou temeria pelo resultado que pudesse ser encontrado?


Porque Deus, Deus nunca desiste.

Você já se deu conta de que Deus nunca desiste?
Se ainda não havia percebido, observe o mundo ao seu redor.
Se você amanhece triste, Deus lhe oferece o canto dos pássaros, antes mesmo do amanhecer, pois seu canto sonoro se faz ouvir quando a noite ainda não se despediu por completo.
Se você se sente só no mundo, Deus lhe acena com inúmeras oportunidades de conhecer pessoas e fazer novas amizades, desfazendo essa sensação de abandono.
Deus nunca desiste...
Para aqueles que não gostam dos dias chuvosos, o Criador enfeita as folhas verdes com pequenas gotas brilhantes, como querendo mostrar que a chuva tem seus encantos e belezas.
Para quem não gosta dos dias quentes, Deus oferece o espetáculo dos insetos alados, em graciosa dança, a dizer que o verão tem sua graça.
Deus nunca desiste...
Aos Seus filhos que não apreciam os dias frios do inverno, Deus mostra as noites mais limpas e cravejadas de estrelas e os dias de céu mais azul, de todas as estações.
Deus nunca desiste...
Se você ainda hão havia percebido essa realidade, comece a olhar ao seu redor. Há muitos motivos para você acreditar que o Criador está sempre fazendo o máximo para que você perceba o Seu empenho.
Só no dia de hoje, quantas mostras da ação de Deus não se podem contemplar?!
Se, para você, o dia parece inútil, as situações sem graça e os problemas sem possibilidade de solução, pare e observe melhor.
Você notará uma árvore lhe oferecendo sombra, uma flor ofertando perfume, um pássaro cantando para você, uma borboleta o convidando a bailar... porque Deus nunca desiste.
Ainda que a morte se apresente como vencedora da vida...
Mesmo que se diga o ponto final da relação de amor que nos une a outros seres...
Ainda que se proclame devastadora de sentimentos e capaz de aniquilar sonhos...
Não se deixe levar por essa farsante cruel...
Porque do outro lado do túmulo a morte será desmascarada, porque Deus nunca desiste... e a vida segue estuante.
O Criador tem planos de felicidade para você...
E jamais desistirá, enquanto você não tomar posse dessa herança que lhe foi destinada.
Essa herança está depositada no íntimo de cada um de nós, e mesmo que os milênios se escoem, que nos pareça que jamais a conquistaremos, um dia a felicidade será realidade...
Deus nunca desiste...
Ainda que no dia de hoje você não tenha nenhuma conquista significante, que a tristeza lhe ronde as horas, que a alegria pareça distante e a esperança esteja de férias... Deus não desiste.
Quando o hoje partir e nada mais restar de suas horas, Deus lhe acenará com um novo dia, e novas oportunidades surgirão para que você dê mais um passo na direção da felicidade efetiva.
E se esta existência não for suficiente para você atingir a felicidade suprema, ainda assim, Deus não desistirá...
Uma nova oportunidade irá surgir... uma nova existência lhe será oferecida... e novamente teremos a prova de que Deus não desiste.
E se Deus não desiste é porque Ele ama cada filho Seu...
E se assim é, por que você, que é herdeiro desse Pai amoroso e bom, irá desistir?
Pense nisso e observe os acenos divinos em cada convite da vida para que você jamais deixe de caminhar na direção da luz.
... Porque Deus, Deus nunca desiste.