sexta-feira, 4 de abril de 2014

A grande transformação


Procuremos viver de tal maneira que as garantias do Amor, da Responsabilidade Afetiva, do esforço no Bem, correspondam aos sinais verdadeiros de que nossa partida para um mundo mais atrasado ainda não foi a derradeira escolha de nossos atos maus ou de nossa indiferença no Bem.
Não bastará ter uma religião, cumprir seus rituais, participar em suas cerimônias e desfrutar de seus privilégios, imaginando-nos seres vacinados contra o exílio moral.
Será preciso acatar o que Jesus solicitou, aceitando em Espírito e Verdade tudo quanto nos seja indispensável para a demonstração de que o Reino de Deus se instalou em nossos corações.
Sem isso, poderemos imaginar que ainda temos muito tempo, mas, em realidade, nos surpreenderemos dentro do comboio dos insensatos, despedindo-nos da Terra no rumo dos planetas primitivos.
Por isso, aprendamos com Allan Kardec na obra A Gênese, que em seu capítulo XVIII – OS TEMPOS SÃO CHEGADOS – nos ensina com clareza, entre outras coisas importantíssimas para nossas reflexões, o seguinte:
“A NOVA GERAÇÃO
27. Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é necessário que ela não seja povoada senão por bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que não quererão senão o bem. Tendo chegado esse tempo, uma grande emigração se cumprirá entre aqueles que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque lhe trariam de novo a perturbação e a confusão, e seriam um obstáculo ao progresso. Eles irão expiar o seu endurecimento, uns nos mundos inferiores, os outros entre as raças terrestres atrasadas, que serão o equivalente de mundos inferiores, onde levarão os seus conhecimentos adquiridos, e terão por missão fazê-las avançar. Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinar, entre eles, a justiça, a paz, a fraternidade.
A Terra, no dizer dos Espíritos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração. A geração atual desaparecerá gradualmente, e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas.
Tudo se passará, pois, exteriormente como de hábito, com esta única diferença, mas esta diferença é capital, que uma parte dos Espíritos que nela se encarnam não se encarnarão nela mais. Em uma criança que nasça, em lugar de um Espírito atrasado e levado ao mal, que se encarnaria, esse será um Espírito mais avançado e levado ao bem.
Trata-se, pois, bem menos de uma geração corpórea do que de uma nova geração de Espíritos, e é nesse sentido, sem dúvida, que o entendia Jesus quando dizia: “Eu vos digo, em verdade, que esta geração não passará sem que esses fatos tenham se cumprido.” Assim, aqueles que esperarem ver a transformação se operar por efeitos sobrenaturais e maravilhosos, serão decepcionados.
28. A época atual é de transição; os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, e que cada uma se assinala já, no mundo, pelos caracteres que lhe são próprios.
As duas gerações que se sucedem têm ideias e vistas inteiramente opostas. À natureza das disposições morais, mas sobretudo das disposições intuitivas e inatas, é fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.
A nova geração, devendo fundar a era do progresso moral, se distingue por uma inteligência e uma razão geralmente precoces, unidas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é o sinal indubitável de um certo grau de adiantamento anterior. Ela não será composta, pois, exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que, tendo já progredido, estão predispostos a assimilar todas as ideias progressistas, e aptos a secundar o movimento regenerador.
O que distingue, ao contrário, os Espíritos atrasados, é primeiro, a revolta contra Deus pela recusa de reconhecer algum poder superior à Humanidade; a propensão instintiva às paixões degradantes, aos sentimentos antifraternos do egoísmo, do orgulho, da inveja, do ciúme; enfim, o agarramento por tudo o que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.
São esses vícios, dos quais a Terra deve ser purgada pelo afastamento daqueles que se recusam se emendar, porque são incompatíveis com o reino da fraternidade, e que os homens de bem sofrerão sempre por seu contato. Quando a Terra deles estiver livre, os homens caminharão sem entraves para um futuro melhor, que lhes está reservado neste mundo, por preço de seus esforços e de sua perseverança, esperando que uma depuração, ainda mais completa, lhes abra a entrada dos mundos superiores.
29. Por essa emigração dos Espíritos, não é necessário entender que todos os Espíritos retardatários serão expulsos da Terra, e relegados a mundos inferiores. Muitos, ao contrário, nele retornarão, porque muitos cederam ao arrastamento de circunstâncias e do exemplo; a aparência neles era pior do que o fundo. Uma vez subtraídos à influência da matéria e dos preconceitos do mundo corpóreo, a maioria verá as coisas de um modo muito diferente do que quando vivos, assim como temos disso numerosos exemplos. Nisso, serão ajudados por Espíritos benevolentes que se interessam por eles, e que se apressam em esclarecê-los e mostrar-lhes o falso caminho que seguiram. Pelas nossas preces e nossas exortações, nós mesmos podemos contribuir para seu melhoramento, porque há solidariedade perpétua entre os mortos e os vivos.
A maneira pela qual se opera a transformação é muito simples, e, como se vê, ela é toda moral e em nada se desvia das leis da Natureza.
30. Que os Espíritos da nova geração sejam novos Espíritos melhores, ou os antigos Espíritos melhorados, o resultado é o mesmo; desde o instante que tragam melhores disposições, é sempre uma renovação. Os Espíritos encarnados formam, assim, duas categorias, segundo as disposições naturais: de uma parte, os Espíritos retardatários que partem, da outra os Espíritos progressistas que chegam. O estado dos costumes e da sociedade estará, pois, em um povo, em uma raça ou no mundo inteiro, em razão daquela das duas categorias que tiver a preponderância.
31. Uma comparação vulgar fará compreender melhor ainda o que se passa nesta circunstância. Suponhamos um regimento composto, em grande maioria, de homens turbulentos e indisciplinados: estes ali levarão sem cessar uma desordem que a severidade da lei penal terá frequentemente dificuldade para reprimir. Esses homens são os mais fortes, porque serão os mais numerosos; eles se sustentam, se encorajam e se estimulam pelo exemplo. Os que sejam bons são sem influência; seus conselhos são desprezados; são escarnecidos, maltratados pelos outros, e sofrem com esse contato. Não está aí a imagem da sociedade atual?
Suponhamos que são retirados esses homens do regimento um por um, dez por dez, cem por cem, e que sejam substituídos na mesma medida por um número igual de bons soldados, mesmo por aqueles que foram expulsos, mas que se emendaram seriamente: ao cabo de algum tempo, ter-se-á sempre o mesmo regimento, mas transformado; a boa ordem ali terá sucedido à desordem. Assim o será com a Humanidade regenerada.
32. As grandes partidas coletivas não têm somente por objetivo ativar as saídas, mas transformar mais rapidamente o Espírito da massa, desembaraçando-a das más influências e dando mais ascendência às ideias novas.
É porque muitos, apesar de suas imperfeições, estão maduros para essa transformação, que muitos partem afim de irem se retemperar numa fonte mais pura. Ao passo que se tivessem permanecido no mesmo meio e sob as mesmas influências, teriam persistido em suas opiniões e na sua maneira de ver as coisas. Uma permanência no mundo dos Espíritos basta para lhes abrir os olhos, porque ali veem o que não podiam ver sobre a Terra. O incrédulo, o fanático, o absolutista poderão, pois, retornar com ideias inatas de fé, tolerância e de liberdade. Em seu retorno, encontrarão as coisas mudadas, e suportarão o ascendente do novo meio onde terão nascido. Em lugar de fazer oposição às ideias novas, delas serão os auxiliares.
33. A regeneração da Humanidade não tem, pois, absolutamente necessidade da renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação nas suas disposições morais; esta modificação se opera em todos aqueles que a ela estão predispostos, quando são subtraídos à influência perniciosa do mundo. Aqueles que retornam, então, não são sempre outros Espíritos, mas, frequentemente, os mesmos Espíritos pensando e sentindo de outro modo.
Quando esse melhoramento é isolado e individual, passa despercebido, e sem influência ostensiva sobre o mundo.
O efeito é diferente quando se opera simultaneamente em grandes massas; porque, então, segundo as proporções, em uma geração, as ideias de um povo ou de uma raça podem ser profundamente modificadas.
É o que se nota quase sempre depois dos grandes abalos que dizimam as populações. Os flagelos destruidores não destróem senão o corpo, mas não atingem o Espírito; eles ativam o movimento de vai-e-vem entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual, e por consequência um movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que, em todas as épocas da história, as grandes crises sociais foram seguidas de uma era de progresso.
34. É um desses movimentos gerais que se opera neste momento, e que deve trazer o remanejamento da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição é um sinal característico dos tempos, porque elas devem apressar a eclosão de novos germes. São folhas de outono que caem, e às quais sucederão novas folhas cheias de vida, porque a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas idades. As folhas mortas da Humanidade caem levadas pelas rajadas e golpes de vento, mas para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.
35. Para um materialista, os flagelos destruidores são calamidades sem compensações, sem resultados úteis, uma vez que, segundo ele, aniquilam os seres sem retorno. Mas para aquele que sabe que a morte não destrói senão o envoltório, eles não têm as mesmas consequências, e não lhe causam o menor medo; compreende-lhe o objetivo, e sabe também que os homens não perdem mais morrendo em conjunto do que morrendo isoladamente, uma vez que, de uma forma ou de outra, é necessário sempre lá chegar.
Os incrédulos rirão dessas coisas, e as tratarão por quimeras; mas digam o que disserem, eles não escaparão à lei comum; cairão a seu turno, como os outros, e, então, o que será deles? Eles dizem: Nada! Mas viverão a despeito de si mesmos, e serão, um dia, forçados a abrir os olhos.”
Se servir de compensação, no mundo inferior que espera os indiferentes e para onde já estão sendo levados, também haverá sexo, pirâmides, choro e ranger de dentes.
Que saibamos escolher, enquanto há tempo.
Afinal, não é por falta de esforço do Criador, do Cristo e dos Espíritos amigos que ainda existe tanta lágrima nos olhos e nos corações da humanidade. É por causa de suas escolhas erradas.
Assim, relembremos os ditos de Jesus:
“Misericórdia quero, não o sacrifício!”
Brilhe vossa Luz.
Muita paz!
Livro Despedindo-se da Terra, cap. 42, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz.

Auto-flagelação




Auto-flagelação



"O ser humano, em sua expressão fisiológica, pode ser comparado a uma usina inteligente, operando no campo da vida em câmbio de emissão e recepção. Toda vez que enlouquece na cólera ou na crueldade, contrariando os dispositivos da Lei de Deus, que é amor, exterioriza correntes de enfermidade e de morte, que, atingindo ou não o alvo de sua intemperança, se voltam fatalmente contra ele mesmo, pelo princípio inelutável da atração..."






    "Meus amigos:

    Embora não nos seja possível, por enquanto, apreciar convosco a fisiologia da alma, como seria desejável, de modo a imprimir ampla clareza ao nosso estudo, para breve comentário, em torno da flagelação que muitas vezes impomos, inadvertidamente, a nós mesmos, imaginemos o corpo terrestre como sendo a máquina da vida humana, através da qual a mente se manifesta, valendo-se de três dínamos geradores, com funções específicas, não obstante extremamente ligados entre si por fios e condutos, de variada natureza.

    O ventre é o dínamo inferior.
    O tórax é o dínamo intermediário.
    O cerebelo é o dínamo superior.

    O primeiro recolhe os elementos que lhe são fornecidos pelo meio externo, expresso na alimentação usual, e fabrica uma pasta aquosa, adequada à sustentação do organismo.

    O segundo recebe esse material e, combinando-o com os recursos nutritivos do ar atmosférico, transmuta-o em líquido dinâmico.

    O terceiro apropia-se desse líquido, gerando correntes de energia incessante.

    No dínamo-ventre, detemos a produção do quilo.
    No dínamo-tórax, presenciamos a metamorfose do quilo em glóbulo sanguíneo.
    No dínamo-cerebelo, reparamos a transubstanciação do glóbulo sanguíneo em fluido nervoso.

    Na parte superior da região cerebral, temos o córtex encefálico, representando a sede do espírito, algo semelhante a uma cabine de controle, ou a uma secretária simbólica, em que o <<eu>> coordena as suas decisões e produz a energia mental com que governa os dínamos geradores a que nos reportamos.







    O ser humano, desse modo, em sua expressão fisiológica, considerado superficialmente, pode ser comparado a uma usina inteligente, operando no campo da vida, em câmbio de emissão e recepção.

    Concentramos, assim, força mental em ação contínua e despendemo-la nos mínimos atos da existência, através dos múltiplos fenômenos da atenção com que assimilamos as nossas experiências diuturnas, atuando sobre as criaturas e coisas que nos cercam e sendo por elas constantemente influenciados.

    Toda vez, contudo, em que nos tresmalhamos na cólera ou na crueldade, contrariando os dispositivos da Lei de Deus, que é amor, exteriorizamos correntes de enfermidade e de morte, que, atingindo ou não o alvo de nossa intemperança, se voltam fatalmente contra nós, pelo princípio inelutável da atração que podemos observar no imã comum.

    Em nossas crises de revolta e desesperação, de maledicência e leviandade, provocamos sobre nós verdadeira tempestade magnética que nos desorganiza o veículo de manifestação, seja nos círculos espirituais em que nos encontramos, ou, na Terra, enquanto envergamos o envoltório de matéria densa, sobre a qual os efeitos de nossas agressões mentais, verbais ou físicas, assumem o caráter de variadas moléstias, segundo o ponto vulnerável de nossa usina orgânica, mas particularmente sobre o mundo cerebral em que as vibrações desvairadas de nossa impulsividade mal dirigida criam doenças neuropsíquicas, de diagnose complexa, desde a cefalagia à meningite e desde a melancolia corriqueira à loucura inabordável.







    Toda violência praticada por nós, contra os outros, significa dilaceração em nós mesmos.

    Guardemo-nos, assim, na humildade e na tolerância, cumprindo nossos deveres para com o próximo e para com as nossas próprias almas, porque o julgamento essencial daqueles que nos cercam, em verdade, não nos pertence.

    Desempenhando pacificamente as nossas obrigações, evitaremos as deploráveis ocorrências da autoflagelação, em que quase sempre nos submergimos nas trevas do suicídio indireto, com graves compromissos.

    Preservando-nos, pois, contra semelhante calamidade, não nos esqueçamos da advertência de nosso Divino Mestre no versículo 41, do capítulo 26, das anotações do apóstolo Mateus: - "Orai e vigiai, para não entrardes em tentação." Dias da Cruz"







(Do livro "Vozes do Grande Além", pelo Espírito Dias da Cruz,
psicografia de Francisco Cândido Xavier)


terça-feira, 1 de abril de 2014

A ÚLTIMA ENCARNAÇÃO DE RAMATIS SWAMI SRI RAMATIS

RAMATIS
Uma Rápida Biografia
A ÚLTIMA ENCARNAÇÃO DE RAMATIS
SWAMI SRI RAMATIS
(3 partes)
Parte I
Na Indochina do século X, o amor por um tapeceiro hindu, arrebata o coração de uma
vestal chinesa, que foge do templo para desposa-lo. Do entrelaçamento dessas duas almas
apaixonadas nasce uma criança. Um menino, cabelos negros como ébano, pele na cor do
cobre claro, olhos aveludados no tom do castanho escuro, iluminados de ternura.
O espírito que ali reencarnava, trazia gravada na memória espiritual a missão de
estimular as almas desejosas de conhecer a verdade. Aquela criança cresce demonstrando
inteligência fulgurante, fruto de experiências adquiridas em encarnações anteriores.
Foi instrutor em um dos muitos santuários iniciáticos na Índia. Era muito inteligente e
desencarnou bastante moço. Já se havia distinguido no século IV, tendo participado do ciclo
ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema hindu "Ramaiana", (neste poema
há um casal, Rama e Sita, que é símbolo iniciático de princípios masculino e feminino;
unindo-se Rama e atis, Sita ao inverso, resulta Ramaatis, como realmente se pronuncia em
Indochinês) Um épico que conte todas as informações dos Vedas que juntamente com os
Upanishades, foram as primeiras vozes da filosofia e da religião do mundo terrestre, informa
Ramatis que após certa disciplina iniciática a que se submetera na china, fundou um pequeno
templo iniciático nas terras sagradas da Índia onde os antigos Mahatmas criaram um ambiente
de tamanha grandeza espiritual para seu povo, que ainda hoje, nenhum estrangeiro visita
aquelas terras sem de lá trazer as mais profundas impressões à cerca de sua atmosfera
psíquica.
Foi adepto da tradição de Rama, naquela época, cultuando os ensinamentos do "Reino
de Osiris", o Senhor da Luz, na inteligência das coisas divinas. Mais tarde, no Espaço, filiouse
definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais cuja insígnia, em linguagem
ocidental, era conhecida sob a pitoresca denominação de "Templários das cadeias do amor".
Trata-se de um agrupamento quase desconhecido nas colônias invisíveis do além, junto a
região do Ocidente, onde se dedica a trabalhos profundamente ligados à psicologia Oriental.
Os que lêem as mensagens de Ramatis e estão familiarizados com o simbolismo do
Oriente, bem sabe o que representa o nome "RAMA-TIS", ou "SWAMI SRI RAMA-TYS",
como era conhecido nos santuários da época. É quase uma "chave", uma designação de
hierarquia ou dinastia espiritual, que explica o emprego de certas expressões que transcendem
as próprias formas objetivas. Rama o nome que se dá a própria divindade, o Criador cuja
força criadora emana ; é um Mantram: os princípios masculino e feminino contidos em todas
as coisas e seres. Ao pronunciarmos seu nome Ramaatis como realmente se pronuncia,
saudamos o Deus que se encontra no interior de cada ser.
Parte II
O templo por ele fundado foi erguido pelas mãos de seus primeiros discípulos. Cada
pedra de alvenaria recebeu o toque magnético pessoal dos futuros iniciados. Nesse templo ele
procurou aplicar a seus discípulos os conhecimentos adquiridos em inúmeras vidas anteriores.
Na Atlântida foi contemporâneo do espírito que mais tarde seria conhecido como Alan
Kardec e, na época, era profundamente dedicado à matemática e às chamadas ciências
positivas. Posteriormente, em sua passagem pelo Egito, no templo do faraó Mernefta, filho de
Ramsés, teve novo encontro com Kardec, que era, então, o sacerdote Amenófis.
No período em que se encontrava em ebulição os princípios e teses esposados por
Sócrates, Platão, Diógenes e mais tarde cultuados por Antístenes, viveu este espírito na Grécia
na figura de conhecido mentor helênico, pregando entre discípulos ligados por grande
afinidade espiritual a imortalidade da alma, cuja purificação ocorreria através de sucessivas
reencarnações. Seus ensinamentos buscavam acentuar a consciência do dever, a auto reflexão,
e mostravam tendências nítidas de espiritualizar a vida. Nesse convite a espiritualização
incluía-se no cultivo da música, da matemática e astronomia.
Cuidadosamente observando o deslocamento dos astros conclui que uma Ordem
Superior domina o Universo. Muitas foram suas encarnações, ele próprio afirma ser um
número sideral.
O templo que Ramatis fundou, foi erguido pelas mãos de seus primeiros discípulos e
admiradores. Alguns deles estão atualmente reencarnados em nosso mundo, e já
reconheceram o antigo mestre através desse toque misterioso, que não pode ser explicado na
linguagem humana.
Embora tendo desencarnado ainda moço, Ramatis aliciou 72 discípulos que, no
entanto, após o desaparecimento do mestre, não puderam manter-se a altura do padrão
iniciático original.
Eram adeptos provindos de diversas correntes religiosas e espiritualistas do Egito,
Índia, Grécia, China e até mesmo da Arábia. Apenas 17 conseguiram envergar a simbólica
"Túnica Azul" e alcançar o último grau daquele ciclo iniciático.
Em meados da década de 50, à exceção de 26 adeptos que estavam no Espaço
(desencarnados) cooperando nos trabalhos da "Fraternidade da Cruz e do Triângulo", o
restante havia se disseminado pelo nosso orbe, em várias latitudes geográficas. Destes, 18
reencarnaram no Brasil, 6 nas três Américas (do Sul, Central e do Norte), e os demais se
espalharam pela Europa e, principalmente, pela Ásia.
Em virtude de estar a Europa atingindo o final de sua missão civilizadora, alguns dos
discípulos lá reencarnados emigrarão para o Brasil, em cujo território - afirma Ramatis - se
encarnarão os predecessores da generosa humanidade do terceiro milênio.
A Fraternidade da Cruz e do Triângulo, foi resultado da fusão no século passado, na
região do Oriente, de duas importantes "Fraternidades" que operavam do Espaço em favor dos
habitantes da Terra. Trata-se da "Fraternidade da Cruz", com ação no Ocidente, divulgando os
ensinamentos de Jesus, e da "Fraternidade do Triângulo", ligada à tradição iniciática e
espiritual do Oriente. Após a fusão destas duas Fraternidades Brancas, consolidaram-se
melhor as características psicológicas e objetivo dos seus trabalhadores espirituais, alterandose
a denominação para "Fraternidade da Cruz e do Triângulo" da qual Ramatis é um dos
fundadores.
Supervisiona diversas tarefas ligadas aos seus discípulos na Metrópole Astral do
Grande Coração. Segundo informações de seus psicógrafos, atualmente participa de um
colegiado no Astral de Marte.
Seus membros, no Espaço, usam vestes brancas, com cintos e emblemas de cor azul
claro esverdeada. Sobre o peito trazem delicada corrente como que confeccionada em fina
ourivesaria, na qual se ostenta um triângulo de suave lilás luminoso, emoldurando uma cruz
lirial. É o símbolo que exalta, na figura da cruz alabastrina, a obra sacrificial de Jesus e, na
efígie do triângulo, a mística oriental.
Asseguram-nos alguns mentores que todos os discípulos dessa Fraternidade que se
encontram reencarnados na Terra são profundamente devotados às duas correntes
espiritualistas: a oriental e a ocidental. Cultuam tanto os ensinamentos de Jesus, que foi o elo
definitivo entre todos os instrutores terráqueos, tanto quanto os labores de Antúlio, de
Hermés, de Buda, assim como os esforços de Confúcio e de Lao-Tseu. É esse um dos motivos
pelos quais a maioria dos simpatizantes de Ramatis, na Terra, embora profundamente
devotados à filosofia cristã, afeiçoam-se, também, com profundo respeito, à corrente
espiritualista do Oriente.
Soubemos que da fusão das duas "Fraternidades" realizada no espaço, surgiram
extraordinários benefícios para a Terra. Alguns mentores espirituais passaram, então, a atuar
no Ocidente, incumbindo-se mesmo da orientação de certos trabalhos espíritas, no campo
mediúnico, enquanto que outros instrutores ocidentais passaram a atuar na Índia, no Egito, na
China e em vários agrupamentos que até agora eram exclusivamente supervisionados pela
antiga Fraternidade do Triângulo.
Parte III
Os Espíritos orientais ajudam-nos em nossos trabalhos, ao mesmo tempo em que os da
nossa região interpenetram os agrupamentos doutrinários do Oriente, do que resulta ampliar

se o sentimento de fraternidade entre Oriente e Ocidente, bem como aumentar-se a
oportunidade de reencarnações entre espíritos amigos.
Assim processa-se um salutar intercâmbio de idéias e perfeita identificação de
sentimentos no mesmo labor espiritual, embora se diferenciem os conteúdos psicológicos de
cada hemisfério. Os orientais são lunares, meditativos, passivos e desinteressados geralmente
da fenomenologia exterior; os ocidentais são dinâmicos, solarianos, objetivos e estudiosos dos
aspectos transitórios da forma e do mundo dos Espíritos.
Os antigos fraternistas do "Triângulo" são exímios operadores com as "correntes
terapêuticas azuis", que podem ser aplicadas como energia balsamizante aos sofrimentos
psíquicos, cruciais, das vítimas de longas obsessões. As emanações do azul claro, com
nuanças para o esmeralda, além do efeito balsamizante, dissociam certos estigmas "préreencarnatórios"
e que se reproduzem periodicamente nos veículos etéricos. Ao mesmo
tempo, os fraternistas da "Cruz", conforme nos informa Ramatis, preferem operar com as
correntes alaranjadas, vivas e claras, por vezes mescladas do carmim puro, visto que as
consideram mais positivas na ação de aliviar o sofrimento psíquico.
É de notar, entretanto, que, enquanto os técnicos ocidentais procuram eliminar de vez
a dor, os terapeutas orientais, mais afeitos à crença no fatalismo cármico, da psicologia
asiática, preferem exercer sobre os enfermos uma ação balsamizante, aproveitando o
sofrimento para a mais breve "queima" do carma.
Eles sabem que a eliminação rápida da dor pode extinguir os efeitos, mas as causas
continuam gerando novos padecimentos futuros. Preferem, então, regular o processo do
sofrimento depurador, em lugar de sustá-lo provisoriamente. No primeiro caso, esgota-se o
carma, embora demoradamente; no segundo, a cura é um hiato, uma prorrogação cármica.
Apesar de ainda polêmicos, os ensinamentos deste grande espírito, despertam e
elevam as criaturas dispostas a evoluir espiritualmente. Ele fala corajosamente a respeito de
magia negra, seres e orbes extra-terrestres, mediunismo, vegetarianismo etc. Estas obras (15
Psicografadas pelo saudoso médium paranaense Hercílio Maes (sabemos que 9 exemplares
não foram encontrados depois do desencarne de Hercílio... assim, se completaria 24 obras de
Ramatís) e 7 psicografadas por América Paoliello) têm esclarecido muito os espíritos ávidos
pelo saber transcendental. Aqueles que já possuem características universalistas, rapidamente
se sensibilizam com a retórica ramatisiana.
Para alguns iniciados, Ramatís se faz ver, trajado tal qual Mestre Indochinês do século
X, da seguinte forma, um tanto exótica:
Uma capa de seda branca translúcida, até os pés, aberta nas laterais, que lhe cobre uma
túnica ajustada por um cinto esmeraldino. As mangas são largas; as calças são ajustadas nos
tornozelos (similar às dos esquiadores).
Os sapatos são constituídos de uma matéria similar ao cetim, de uma cor azul
esverdeado, amarrados com cordões dourados, típicos dos gregos antigos.
Na cabeça um turbante que lhe cobre toda a cabeça com uma esmeralda acima da testa
ornamentado por cordões finos e coloridos, que lhe caem sobre os ombros, que representam
antigas insígnias de atividades iniciáticas, nas seguintes cores com os significados abaixo:

Carmim - O Raio do Amor
Amarelo - O Raio da Vontade
Verde - O Raio da Sabedoria
Azul - O Raio da Religiosidade
Branco - O Raio da Liberdade Reencarnatória
Esta é uma característica dos antigos lemurianos e atlantes. Sobre o peito, porta uma
corrente de pequenos elos dourados, sob o qual, pende um triângulo de suave lilás luminoso
emoldurando uma cruz lirial. A sua fisionomia é sempre terna e austera, com traços finos,
com olhos ligeiramente repuxados e tês morena.
Muitos videntes confundem Ramatís com a figura de seu tio e discípulo fiel que o
acompanha no espaço; Fuh Planu, este se mostra com o dorso nu, singelo turbante, calças e
sapatos como os anteriormente descritos. Espírito jovem na figura humana reencarnou-se no
Brasil e viveu perto do litoral paranaense. Excelente repentista, filósofo sertanejo, verdadeiro
homem de bem.
Segundo Ramatís, seus 18 remanescentes, se caracterizam por serem universalistas,
anti-sectários e simpatizantes de todas as correntes filosóficas e religiosas.
Dentre estes 18 remanescentes, um já desencarnou e reencarnou novamente:
Atanagildo; outro, já desencarnado, muito contribuiu para obra ramatiziana no Brasil - O Prof.
Hercílio Maes, outro é Demétrius, discípulo antigo de Ramatís e Dr. Atmos, (Hindu, guia
espiritual de APSA e diretor geral de todos os grupos ligados à Fraternidade da Cruz e do
Triângulo) chefe espiritual da SER.
No templo que Ramatis fundou na Índia, estes discípulos desenvolveram seus
conhecimentos sobre magnetismo, astrologia, clarividência, psicometria, radiestesia e
assuntos quirológicos aliados à fisiologia do "duplo-etérico".
Os mais capacitados lograram êxito e poderes na esfera da fenomenologia mediúnica,
dominando os fenômenos de levitação, ubiqüidade, vidência e psicografia de mensagens que
os instrutores enviavam para aquele cenáculo de estudos espirituais. Mas o principal "toque
pessoal" que Ramatis desenvolveu em seus discípulos, em virtude de compromisso que
assumira para com a fraternidade do Triângulo, foi o pendor universalista, a vocação fraterna,
crística, para com todos os esforços alheios na esfera do espiritualismo.
Ele nos adverte sempre de que os seus íntimos e verdadeiros admiradores são também
incondicionalmente simpáticos a todos os trabalhos das diversas correntes religiosas do
mundo. Revelam-se libertos do exclusivismo doutrinário ou de dogmatismos e devotam-se
com entusiasmo a qualquer trabalho de unificação espiritual.
O que menos os preocupa são as questões doutrinárias dos homens, porque estão
imensamente interessados nos postulados crísticos.


11


"A mim foi dado todo o poder do Céu e da Terra. E, assim como
meu Pai me enviou, eu vos envio.
Ide! Proclamai o Reino de Deus a todas as criaturas; expulsai os
maus espíritos, curai todas as enfermidades que há entre o povo - e eis
que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos."
"Vós me chamais, Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Se,
portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis
lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos
fiz, também vós o façais."
Jesus
Nisto lhe disse João: "Mestre, vimos um homem que em teu nome
expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não vai convosco."
Respondeu-lhes Jesus: "Não lho proibais; porque quem realiza obras
poderosas em meu nome não pode dizer mal de mim. Quem não é
contra vós é por vós. Quem vos der de beber um copo d'água em meu
nome, por serdes do Cristo, em verdade eu vos digo que não ficará
sem recompensa."
Marcos, 9: 38-41
"... não há separatividade nem competição entre os espíritos
benfeitores, responsáveis pela espiritualização da humanidade. As
dissensões sectaristas, criticas comuns entre adeptos espiritualistas,
discussões estéreis e conflitos religiosos, são frutos da ignorância,
inquietude e instabilidade espiritual dos encarnados."
"... todas as coisas são exercidas e conhecidas no tempo certo do
grau de maturidade espiritual de cada ser... As lições que o homem
recebe continuamente, acima do seu próprio grau espiritual,
significam nova posição evolutiva que ele depois deverá assumir,
quando terminar sua experiência religiosa em curso."
"A Administração Sideral não pretende impor ao Universo uma
religião ou doutrina exclusivista; porém, no esquema divino da vida
do espírito eterno só existe um objetivo irredutível e definitivo: o
Amor."
Ramatís
"A Missão do Espiritismo" (capítulo "Espiritismo e Umbanda")

domingo, 30 de março de 2014

Somos apenas turistas...


Gosto muito do Dalai Lama porque além de sempre procurar transmitir uma mensagem de paz, compaixão e amor, ele o faz de maneira que qualquer pessoa possa compreender, independentemente de suas crenças ou de sua nacionalidade.

Abaixo, temos mais um exemplo disso:

"Estamos todos aqui nesse planeta, por assim dizer, como turistas. Nenhum de nós pode morar aqui para sempre. O maior tempo que podemos ficar são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estamos aqui, deveríamos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo de positivo e útil.

Quer vivamos poucos anos ou um século inteiro, seria lamentável e triste passar esse tempo agravando os problemas que afligem as outras pessoas, os animais e o ambiente. O mais importante de tudo é ser uma boa pessoa."
Dalai Lama

Quanta sabedoria em poucas palavras. Se não soubéssemos que se trata de um monge budista, certamente diríamos que é um espírita falando.

Essas palavras nos trazem uma profunda reflexão sobre o que temos feito de nossas vidas.


Temos feito coisas úteis para o nosso crescimento?

Temos feito coisas úteis para o nosso próximo?

O que deixaremos de bom para as próximas gerações? Qual o nosso legado?

Temos feito algo que mais tarde nos trará arrependimentos?

Temos prejudicado ou maltratado os outros?

Temos desperdiçado todo nosso tempo com coisas inúteis?


É fundamental que reflitamos sobre cada uma dessas questões.

Imagine que você fosse morrer hoje: teria algum arrependimento ou sentiria-se com o dever cumprido?

Não podemos deixar a nossa mudança para amanhã, pois amanhã podemos não mais estar aqui. Temos que agir a cada dia buscando incluir em nossa vida o máximo possível de boas ações e boa conduta, procurando errar o mínimo possível, para que se amanhã for o dia de nossa partida, possamos partir com a consciência tranquila.

Não esqueçamos, somos apenas turistas aqui nesse planeta azul. A qualquer momento poderemos ter que voltar para a nossa verdadeira pátria.

A beneficência


Hoje vamos falar sobre essa maravilhosa e fundamental virtude que é a beneficiência.

"12 – Sede bons e caridosos: eis a chave dos céus, que tendes nas mãos. Toda a felicidade eterna se encerra nesta máxima: “Amai-vos uns aos outros”. A alma não pode elevar-se às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão nos impulsos da caridade. Sede bons, amparai os vossos irmãos, extirpai a horrível chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, o caminho da felicidade eterna deve abrir-se para vós. Aliás, quem dentre vós não sentiu o coração pulsar,crescer sua alegria interior, ao relato de um belo sacrifício, de uma obra de pura caridade? Se buscásseis apenas o deleite de uma boa ação, estaríeis sempre no caminho do progresso espiritual. Exemplos não vos faltam; o que falta é a boa vontade, sempre rara. Vede a multidão de homens de bem, de que a vossa história evoca piedosas lembranças.

O Cristo não vos disse tudo o que se refere a essas virtudes de caridade e amor? Por que deixastes de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras, o coração às suas doces máximas? Eu desejaria que se votasse mais interesse, mais fé às leituras evangélicas; mas abandona-se esse livro, considerado como texto quimérico, mensagem cifrada; deixa-se no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm do abandono voluntário desse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes sobre a abnegação de Jesus, e meditai-as.

Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa doçura, da vossa fé, as vossas armas; tende mais persuasão e mais constância na propagação de vossa doutrina. É apenas um encorajamento que vimos dar-vos, e é para estimular o vosso zelo e as vossas virtudes, que Deus permite a nossa manifestação. Mas, se quisésseis, bastaria a ajuda de Deus e da vossa própria vontade, pois as manifestações espíritas se produzem somente para os que têm os olhos fechados e os corações indóceis.

A caridade é a virtude fundamental que deve sustentar o edifício das virtudes terrenas; sem ela, as outras não existiriam. Sem a caridade, nada de esperar uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie; sem a caridade, nada de fé, pois a fé não é mais do que um raio de luz pura, que faz brilhar uma alma caridosa.

A caridade é a âncora eterna de salvação em todos os mundos: é a mais pura emanação do Criador; é a sua própria virtude, que Ele transmite à criatura. Como pretender desconhecer esta suprema bondade? Qual seria o coração suficientemente perverso para, assim pensando, sufocar em si e depois expulsar este sentimento inteiramente divino? Qual seria o filho bastante mau para revoltar-se com essa doce carícia: a caridade?

Não ousarei falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor de suas obras; mas considero a que iniciei como uma das que mais devem contribuir para o alívio de vossos semelhantes. Vejo freqüentemente os Espíritos pedirem por missão continuar a minha tarefa; eu os vejo, minhas doces e queridas irmãs, no seu piedoso e divino ministério; eu os vejo praticar a virtude que vos recomendo, com toda a alegria que essa existência de abnegação e sacrifícios proporciona. É uma grande felicidade, para mim, ver quanto se enobrece o seu caráter, quanto a sua missão é amada e docemente protegida. Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade. Encontrareis a recompensa dessa virtude no seu próprio exercício. Não há alegria espiritual que ela não proporcione desde a vida presente. Permanecei unidos. Amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja!

São Vicente de Paulo. Paris, 1858
"
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 13, item 12)

A beneficiência faz com que todas as nossas ações estejam repletas de amor, de bondade e de vontade de auxiliar ao próximo.

Nesse momento, nossa alma se eleva e nos aproximamos do Criador, que é a fonte máxima do amor.

Nos tornamos mais leves, pois um bem-estar indescritível nos arrebata e nos conforta. Todos os nossos problemas se tornam tão pequenos e simples, todas as nossas preocupações parecem então tão secundárias!

Não há como agirmos com benevolência sem que nossa alma se eleve.

Pois o amor e a bondade ao próximo são as expressões mais puras e perfeitas que o ser humano encarnado pode atingir.

Se ao agirmos com benevolência nos aproximamos de Deus, imaginemos então se agíssemos de forma benevolente em tempo integral. Estaríamos em permanente estado de bem estar e felicidade, pois todas as dificuldades pareceriam fáceis.

E essa foi a mensagem que o nosso amado Mestre veio nos ensinar. Este é o "amar ao próximo como a si mesmo".

Já é hora de começarmos a seguir seus ensinamentos. Ou esperaremos até quando?

Todos os dias são repletos de possibilidades, não as desperdicemos.

sábado, 29 de março de 2014

O PORÃO INTERIOR

É comum termos receio de descer até o porão de nossa consciência, porque lá vamos nos deparar com muitos espelhos a refletir as nossas imagens – Sim, nossas imagens!

A verdade é que o tempo passa e nós nem ao menos perguntamos por que adotamos determinados padrões de comportamentos em nossa vida, passando a sofrer desnecessariamente, nos auto-sabotando com a ideia de falsas necessidades e tantas outras justificativas a nossa escolha.

O que hoje chamamos de mundo moderno, tem nos cobrado um preço muito cruel, resultando em insatisfação. - Pasmem! Somos insatisfeitos.

Com tantos recursos que possuímos ao nosso favor, ainda assim, escolhemos o caminho da insatisfação, da dor e do sofrimento.

Insistimos em manter no porão do nosso edifício interior, móveis, decorações e acabamentos, que não combinam com o novo modelo de vida que almejamos conquistar. A saída então é descer até o porão, acender a luz e começar a faxina, descartando tudo o que é desnecessário e que já não nos serve mais, medo, insegurança, lembranças amargas, tristezas, tudo isso é acumulo de energias negativas e sabotadoras, que tem um único objetivo – Nos privar do direito de sermos felizes.

Do nosso porão interior exteriorizam os nossos reflexos, o que atrai naturalmente as circunstâncias ideais e tão necessárias para nossa reeducação perante a vida. Portanto se as reincidências estão constantes no cenário do dia a dia, está na hora de revermos alguns de nossos antigos conceitos.

Como esta o porão do nosso edifício interior? Temos feito nossa faxina regularmente?

Calma! Respire sem pressa e pense... E se for preciso, mãos a obra.

Temos tudo, tudo mesmo! Em potencial somos um rei que dorme, mas ainda insistimos em levar uma vida de mendigo, simplesmente porque acreditamos que nossa felicidade é algo que esta logo ali, e não aqui.

A frustração é que este “logo ali”, que desenhamos e pintamos em nosso quadro íntimo, nunca chega para nós com as mesmas cores e nuances do original, pois os reflexos distorcidos do nosso porão roubam este momento, nos impedindo de ver a real beleza das ocorrências diárias que nos cercam.

Tem muita coisa linda e saudável acontecendo neste momento, portanto pergunte a si mesmo se você pretende aproveitar a vida com qualidade de vida, se a resposta for um belo “sim”, prepare-se para trabalhar, a proposta é começar a limpeza do porão.

Abra as janelas da alma, sinta a brisa e deixe a luz entrar, pois a vida esta nos fazendo um convite irrecusável, o de sermos nós mesmos, sem medo, sem máscaras, sem falsas necessidades.

Agora sim, podemos nos dirigir para diante do espelho, contemplar, sorrir e agradecer... Afinal estamos diante de um verdadeiro milagre da vida.
Nós mesmos...

quinta-feira, 27 de março de 2014

A verdade


A verdade 
Capítulo 2, item 1  Renovando Atitudes, Hammed.
 
 “... Pilados, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu 
não nasci nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade; qualquer que pertença à 
verdade escuta minha voz.” 
(Capítulo 2, item 1.) 
 
 Não vemos a verdade, conforme afirmou Jesus Cristo, porque nossa mente 
trabalha sem estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundos. 
 As ilusões nos impedem que realmente tenhamos os olhos de ver, e porque 
não buscamos a verdade projetamos nos outros o que não podemos aceitar como 
nosso. Tentamos nos livrar de nossos próprios sentimentos atribuindo-os a outras 
pessoas. Adão disse a Deus: ―Eu não pequei, a culpa foi da mulher que me tentou‖. 
Eva se desculpa perante o Criador: ―Toda a discórdia ocorrida cabe à maldita 
serpente‖. Assim somos todos nós. Quando desconhecemos os traços de nossa 
personalidade, condenamos fortemente e responsabilizamos os outros por aquilo 
que não podemos admitir em nós próprios. 
 Nossa visão sobre as coisas pode enganar-nos, pode estar disforme sob 
determinados pontos de vista, pois em realidade ela se forjou entre nossas 
convicções mais profundas, sobre aquilo que nós convencionamos chamar de certo 
e errado, isto é, verdadeiro ou falso. 
 Na infância. por exemplo, se fomos repreendidos duramente por 
demonstrarmos raiva, se fomos colocados em situações vexatórias por 
aparentarmos medo, ou se fomos ridicularizados por manifestarmos afeto e 
carinho, acabamos aprendendo a reprimir essas emoções por serem consideradas feias, erradas e pecaminosas por adultos insensíveis e recriminadores. 
Porém, não damos conta de que, ao adotarmos essa postura repressora, 
tornamo-nos criaturas inseguras e fracas e, a partir daí, começamos a não confiar 
mais em nós mesmos. 
Se a nossa verdade não é admitida honestamente, como podemos nos 
aproximar da Verdade Maior? 
Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autênticas, seja para 
transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente 
compreensível, porque a energia da raiva é um importante ―fator de defesa‖, e o 
medo é um prudente mediador em ―situações perigosas‖. 
Para que possamos encontrar a Verdade, à qual se referia Jesus, é preciso 
aceitar a nossa verdade, exercitando o ―sentir‖ quanto às nossas emoções, e 
adequá-las corretamente na vida. A sugestão feliz é o equilíbrio e a integração de 
nossas energias íntimas, e nunca a repressão e o entorpecimento, nem tampouco a 
entrega incondicional simplesmente. 
O que é a Verdade? Disse o Mestre: ―Vim ao mundo para dar testemunho da 
Verdade; todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz‖. 
Cremos no que vemos, mas muitas vezes os órgãos dos sentidos nos 
enganam. Vejamos alguns exemplos: 
A Terra parece parada; o arco-íris nada mais é do que raios de sol 
atravessando gotículas d‘água; e certas estrelas que vislumbramos nos céus já não 
existem, contudo, devido às distâncias enormes a serem percorridas, as suas luzes 
continuam aportando na atmosfera de nosso planeta, dando-nos a falsa impressão 
de vida real. 
Cremos no que nos disseram, e, embora não sejam situações vivenciadas ou 
experimentadas por nós, aceitamos como ―verdades absolutas‖, quando de fato 
eram ―conceitos relativos‖. 
Maneiras erradas de se ver a sexualidade, a religião, o casamento, as raças e as 
profissões distanciam-nos cada vez mais da realidade das situações e das criaturas 
com as quais convivemos. 
Em vista disso, procuremos sintonizar-nos com os olhos espirituais, porquanto nossa percepção intuitiva é mais ampla e precisa que a visão física. E 
abramos as comportas de nossa alma, para que captemos as inspirações divinas que 
deliberam a vida em toda parte. 
Somente assim estaremos mais perto de conhecer a Verdade à qual se referia o 
Mestre Jesus. 
Muita paz! 

Reforma íntima, "vigiai e orai"


Reforma íntima, "vigiai e orai"



             
Com base nesse preceito, podemos afirmar que nas reencarnações, em nosso maravilhoso planeta, o espírito vem "pronto" para reiniciar a sua caminhada rumo a evolução, ao progresso moral, a busca do desenvolvimento espiritual.



O princípio do ano sempre renova nossas forças, projetos de vida são feitos e refeitos, o otimismo é contagiante, a renovação dos planos, a esperança e as expectativas de dias melhores são recorrentes, e predomina a alegria, o entusiasmo. As felicitações de sucesso e de realizações aos entes queridos são as campeãs. As pretensões em sua grande totalidade são direcionadas para conquistas materiais.



A maioria das pessoas não se lembra de desejar a seus entes queridos, a evolução interior, o progresso moral, a reforma íntima, ou seja, o fortalecimento dos bons sentimentos, a prática do bem e do amor ao próximo. Há também muitas solicitações a Deus, geralmente ligadas a bens materiais, contudo, a euforia e o otimismo coletivo, as manifestações de bem-querer, de carinho com o próximo, e, apesar da base materialista, a própria natureza, consegue simultaneamente a produção e a geração do Amor, a energia divina.




A prudência com a espiritualidade é restrita, mas podemos observar que há uma “onda”, um processo crescente da fé, dos sentimentos elevados, da luta cristã, nas comunidades e na sociedade em geral. E mesmo com a grande mídia exercendo influência contrária, negativa nas programações diárias, e assim  promovendo o distanciamento de nosso Pai, o Deus Infinito, há uma resistência, uma fortaleza instalada no ser humano que supera todas as adversidades.




Vigiai e orai




A espiritualidade socorre e envolve as pessoas, a Terra é para nós o local adequado e o tempo é agora para o início e continuidade para a conquista do reino de Deus no coração, em favor também da evolução espiritual do nosso planeta. Um glorioso ensinamento de Jesus de Nazaré: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Marcos,14, 38).




Com base nesse preceito, podemos afirmar que nas reencarnações, em nosso maravilhoso planeta, o espírito vem “pronto” para  reiniciar sua caminhada rumo a evolução, ao progresso moral, a busca do desenvolvimento espiritual, visando atender e praticar os ensinamentos do Mestre Jesus e assim participar e contribuir minimamente com a obra de nosso Pai Infinito e Eterno.




A essência da espiritualidade é a sua evolução, é termos a capacidade, a inteligência, a adaptações às novas situações, amparados na prece, na meditação serena e amorosamente de cada dia. Estas qualidades são frutos de nossa energia interna divinizada, o nosso EU integrado e conectado ao Espírito Santo de Deus. Temos origem, somos hereditários divinos, e ainda nos falta esta consciência.




Mudar para melhor




Quando falamos em reforma, mudança moral ou espiritual, fica o entendimento da necessidade de uma regeneração ou de mudança para um status melhor do que o anterior. Em verdade, essa situação é própria para a grande maioria das pessoas, contudo, presumo que haja algumas ou muitas que se enquadram apenas na situação de evolução moral, que não necessitam, a princípio, da propalada reforma; não se desgastaram ou não estacionaram em sua moralidade e espiritualidade.




“O espírito vem pronto”, como asseverou Jesus. Será que, um dia, conseguiremos nós, a maioria, orar e vigiar como se deve em prol da nossa própria evolução moral e espiritual? Será que já iniciamos essa fase na Terra? Muitos espíritos mais evoluídos estão aqui, crianças que já demonstram certos atributos, mais sábias, verdadeiros gênios, se comparados às crianças normais mesmo do nosso tempo.



O homem espiritualizado é mais racional, realista, espontâneo, consegue facilmente o sincronismo entre a suas vontades e a “vontade divina” devido ser sua fé ser mais nítida com profunda consciência de sua capacidade no poder do Criador.




Compromisso com Deus




O “Orai e vigiai”, aconselhado por Cristo, deveria ser um exercício diário. Fortalece-nos espiritualmente, aflora e expande os bons sentimentos, o amor ao próximo e potencializa a nossa fé, impelindo-nos a contribuir com a evolução de nosso planeta, em prol da transição do mundo de expiações e provas para um mundo melhor, um mundo de regeneração. É maravilhoso e gratificante, e a base disso tudo é a vigilância de nossos pensamentos e sentimentos, e, tranquilos, seguindo os ensinamentos de Jesus, governador da Terra.




O homem mais espiritualizado, bondoso não é o bonachão, o “bonzinho”. “Para se ser realmente bom, deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da vida, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, vivendo de acordo com sua consciência”, no parecer do filósofo, educador e teólogo, precursor do espiritualismo universalista, Huberto Rohden.




A reforma íntima implica em ações claras da vontade, do combate aos maus sentimentos, sobretudo, ao Ódio e Temor, sentimentos negativos da Alma. O ódio coloca o indivíduo na mesma sintonia do “oponente”, e a produção de energia negativa é duplicada e constante, formam uma força magnetizada espúria que somente é anulada com a exclusão do ódio no sentimento de, ao menos, um dos oponentes. Esse conceito é válido não apenas para um indivíduo ― serve para todo o coletivo social.



Temor é fraqueza na fé. O homem deveria saber que nada o pode prejudicar, se viver intimamente tranquilo, em paz de acordo com as leis divinas. As desventuras são apenas fases que, certamente, não atingirão as estruturas e a grandeza da Alma. Conforme dito popular, “não podemos imitar o avestruz, ou seja, enfiar a cabeça em um buraco no chão e achar que o sol não existe”. 


Remédio contra tristeza


      Remédio contra 
tristeza


Lute contra a tristeza. Não permita sentir-se amargurado por alguma injúria, pela incompreensão, por qualquer contrariedade, sobretudo, vinda daqueles mais próximos. Sabia que há grande mérito em se perdoar os que Deus permitiu estarem conosco quais instrumentos do nosso sofrer? No fundo, no fundo, eles nos apontam o rumo da paciência, sentimento este proveniente da primeira e mais nobre das virtudes, a Humildade, tão desprezada por pusilâmines e egoístas.

Não proceda como eles: reaja sim a todo obstáculo. Como? Antes de tudo, cuidado. A tristeza pode tornar-se um vício, e todo vício traz como consequência costumes prejudiciais; o hábito da melancolia afasta as pessoas do seu convívio, muitas vezes, aquelas por quem você tenha mais estima. O queixoso causa grande embaraço ao seu redor e pode extinguir uma bela relação ou deixa escapar valorosa oportunidade.

Desvanece à toa a esperança do indivíduo queixoso, o que encara tudo pelo lado negativo e espera de tudo o pior. Aconselhava Sêneca, filósofo e escritor da Roma Antiga: “Devem ser evitados os tristes de que tudo se queixam”. Quem vive a se queixar de tudo e de todos, além de distanciar-se dos outros, corre o risco do descrédito.

Pode destruir uma boa reputação quem demonstre desânimo sem lhe opor resistência. Um deprimido crônico só há de prejudicar um bom conceito que porventura já lhe tenham formado, tornando a sua existência ainda mais penosa. Meu amigo ou minha amiga, há saída no final do túnel! Quantos desgostos não conseguiria evitar aquele cujo descontentamento o levou ao desespero, à revolta?! ...

Receita contra a tristeza? Ora! Faça os outros felizes! O único remédio. Ajude o próximo, os mais próximos no que for necessário e possível e, assim, a tristeza não terá vez e se afastará. Isso mesmo! Auxiliemos alguém ou alguns, ou muitos, não apenas com coisas materiais, com donativos, com esmolas, mas também através do gesto de caridosamente prodigalizar um consolo, amenizando o sofrimento físico ou moral do que sofre, tomando uma providência útil em seu favor.

Tal é o meio de se vencer as tristezas desta vida. Aliás, não queremos dizer que você não deva se queixar. Todavia, permanecer o tempo todo somente assim, quer dizer, com pena de si próprio em repetitivas lamúrias de ressentimento, de dor, não resolve nada.

Confie no que sugerimos, sorria — a vida não é só tristeza, e o que pode haver são apenas momentos tristes. Busquemos servir sempre, visando o bem ao próximo, à própria humanidade. Ah! E não se esqueça de perdoar a quem lhe prejudicou, causou algum desgosto. Reaja contra a tristeza; depende somente de você, de cada um de nós.