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Osho
Eu nunca disse que o amor é destruído pelo casamento. Como pode o casamento destruir o amor? Sim, ele é destruído no casamento, mas é destruído por você, não pelo casamento. Ele é destruído pelos parceiros.
Como pode o casamento destruir o amor? É você que o destrói porque você não sabe o que é o amor. Você finge que sabe, você simplesmente tem esperança de saber; você sonha que sabe, mas você não sabe o que o amor é. Amor tem que ser aprendido; é a maior arte que existe.
Se as pessoas estão dançando e alguém lhe pede, “Venha e dance”, você diz, “Não sei dançar”. Você não salta e começa a dançar e deixa todos pensarem que você é um grande dançarino. Você irá apenas provar que é um bufão. Você não irá provar que é um grande dançarino. A dança precisa ser aprendida – a graça dela, seus movimentos. Você precisa treinar o corpo para isso.
Você não vai e começa a pintar apenas porque a tela, o pincel e as tintas estão lá disponíveis. Você não começa a pintar. Você não diz, “Tudo que é necessário está aqui, então eu posso pintar”. Você pode pintar, mas assim você não será um pintor.
Você encontra uma mulher – a tela está presente. Você imediatamente se torna um amante; você começa a pintar. E ela começa a pintar em você. É claro que ambos demonstram serem tolos – tolos pintados – e cedo ou tarde vocês entendem o que está acontecendo. Contudo, você nunca pensou que o amor fosse uma arte. Você não nasce com a arte; ela não tem nada a ver com seu nascimento. Você precisa aprendê-la. É a arte mais sutil.
Você nasce somente com a capacidade. É claro, você nasce com um corpo; você pode ser um dançarino porque você tem um corpo. Você pode movimentá-lo e pode ser um dançarino, mas dançar precisa ser aprendido. Muito esforço é necessário para aprender a dançar. E dançar não é tão difícil porque só depende de você.
O amor é muito mais difícil. É dançar com outra pessoa. O outro também é necessário para saber o que é dançar. Ajustar-se com alguém mais é uma grande arte. Criar uma harmonia entre duas pessoas... duas pessoas implicam em dois mundos diferentes.
Quando dois mundos se aproximam, uma colisão está fadada a acontecer se você não souber como harmonizar. Amor é harmonia. E felicidade, saúde, harmonia, tudo procede do amor. Aprenda a amar. Não tenha pressa de casar, aprenda a amar. Primeiro se torne um grande amante.
E qual é a exigência? A exigência é que um grande amante está sempre pronto para dar amor e não se sente incomodado se isso irá retornar ou não. Isso retorna sempre; está na própria natureza das coisas. É como se você fosse para as montanhas e você canta uma canção, e os vales respondem. Você viu algum ponto de eco nas montanhas, nos montes? Você grita e os vales gritam, ou você canta e os vales cantam. Cada coração é um vale, se você derramar amor sobre ele, ele irá responder.
A primeira lição do amor é não pedir por amor, apenas dar. Torne-se um doador.
As pessoas estão fazendo exatamente o oposto. Mesmo quando dão, eles dão apenas com a idéia de que o amor deve retornar. É uma barganha. Eles não compartilham, não partilham livremente. Eles partilham com uma condição. Eles vão observando pelo canto do olho se o amor retorna ou não. Pessoas muito pobres... eles não conhecem o funcionamento natural do amor. Você simplesmente derrama, isso virá.
E se não vier, nada com o que se preocupar porque um amante sabe que amar é ser feliz. Se isso acontecer, ótimo; assim a felicidade é multiplicada. Mas mesmo que nunca retorne, no próprio ato de amar você fica tão feliz, tão extático, quem se importa se isso tem retorno ou não?
Amor tem sua própria felicidade intrínseca. Isso acontece quando você ama. Não há nenhuma necessidade de esperar por resultado. Apenas comece a amar. Aos poucos você verá que muito mais amor está voltando para você. A gente só ama e vem a conhecer o que é o amor somente amando. Assim como a gente aprende a nadar somente nadando, amando a gente ama.
As pessoas são muito mesquinhas. Elas estão esperando por algum grande amante aparecer, então elas amarão. Elas permanecem fechadas, recuadas. Elas apenas esperam. De algum lugar uma Cleópatra virá e então eles irão abrir seus corações, mas nessa hora já esqueceram completamente como abri-lo.
Não perca nenhuma oportunidade de amar. Mesmo passeando numa rua, você pode ser amoroso. Mesmo para com o mendigo você pode ser amoroso. Não há necessidade de dar a ele alguma coisa; você pode pelo menos sorrir. Isso não custa nada, mas seu próprio sorriso abre seu coração, torna seu coração mais vivo.
Segure a mão de alguém – de um amigo ou de um estranho. Não espere só amar quando a pessoa certa aparecer. Assim a pessoa certa nunca irá aparecer. Continue amando. Quanto mais você amar, maior é a possibilidade da pessoa certa aparecer, porque seu coração começa a florescer. E um coração florescendo atrai muitas abelhas, muitos amantes.
Você tem sido treinado de uma maneira bem errada. Primeiro, todo mundo vive sob uma impressão errada de que todo mundo já é um amante. Apenas por nascer, você pensa que é um amante. Não é tão fácil assim. Sim, existe uma potencialidade, mas a potencialidade precisa ser treinada, disciplinada. Uma semente existe, mas ela tem que se tornar uma flor.
Você pode continuar carregando sua semente; nenhuma abelha virá. Você já viu alguma vez abelhas vindo para as sementes? Não sabem elas que sementes podem se tornar flores? Mas elas só chegam quando as sementes se tornam flores. Torne-se uma flor, não permaneça uma semente.
Duas pessoas, separadamente infelizes, criam mais infelicidade para cada um quando se juntam. Isso é matemático. Você era infeliz, sua esposa era infeliz e ambos têm esperanças de que ficando juntos serão felizes? Isso é... isso é uma aritmética tão simples, como dois mais dois são quatro. Tão simples assim. Não faz parte de nenhuma matemática complicada; isso é muito simples, você pode contar nos seus dedos. Ambos serão infelizes.
Cortejar é uma coisa. Não dependa do cortejar. De fato, antes de você se casar, livre-se do cortejar. Minha sugestão é que casamento deve acontecer após a lua de mel, nunca antes disso. Só se tudo correr bem, só então o casamento deve acontecer.
A lua de mel depois do casamento é muito perigosa. Tanto quanto eu sei, noventa e nove por cento dos casamentos acabam quando a lua de mel acaba. Mas então você foi apanhado, assim você não tem como fugir. Então toda a sociedade, a lei, o tribunal – se você deixar a esposa todo mundo fica contra você, ou se a esposa lhe deixar todos ficarão contra ela.
Portanto, toda a moralidade, a religião, o padre, todos estão contra você. Na verdade, a sociedade devia criar todas as barreiras possíveis para o casamento e nenhuma barreira para o divórcio. A sociedade não devia permitir que as pessoas casassem tão facilmente. O tribunal deveria criar barreiras – viva com a mulher por pelo menos dois anos, desse modo o tribunal pode lhe permitir casar-se.
Agora mesmo estão fazendo exatamente o contrário. Se você quer se casar, ninguém pergunta se você está preparado ou se é apenas um capricho, só porque você gosta do nariz dela. Que tolice! A pessoa não pode viver só pelo nariz longo. Após dois dias o nariz será esquecido. Quem olha para o próprio nariz da esposa? A esposa nunca parece bonita, o marido nunca parece bonito. Uma vez que se torna familiarizado, a beleza desaparece.
Duas pessoas devem ser permitidas viverem juntos tempo bastante para ficarem familiarizadas, conhecidos um para com o outro. E mesmo que eles queiram se casar, não devia ser permitido. Assim os divórcios desapareceriam do mundo. Os divórcios existem porque os casamentos são errados e forçados. Os divórcios existem porque os casamentos são realizados num clima romântico.
Um clima romântico é bom se você for um poeta... e os poetas não são tidos como bons maridos ou boas esposas. De fato, poetas são quase sempre solteiros. Eles ficam por aí mas nunca são apanhados e desse modo seu romance permanece vivo. Eles vão escrevendo poesias, lindas poesias. A pessoa não devia se casar com um homem ou com uma mulher num clima poético. Deixe que o clima de prosa venha, então estabeleça. Porque a vida do dia a dia é mais como prosa do que como poesia. A pessoa deve ficar bastante amadurecida.
Maturidade significa que a pessoa não é mais um tolo romântico. A pessoa entende a vida, entende a responsabilidade da vida, entende os problemas de viver junto com uma pessoa. A pessoa aceita todas essas dificuldades e assim decide viver com uma pessoa. A pessoa não está esperando que haverá somente paraíso, todas as rosas. A pessoa não está esperando bobagem; ela sabe que a realidade é dura. É áspera. Existem rosas, mas entre elas, existem muitos espinhos.
Quando você se torna alerta para todos esses problemas e ainda assim você decide que vale a pena arriscar e ficar com a pessoa ao invés de ficar só, então se case. Dessa maneira o casamento nunca irá matar o amor, porque esse amor é realístico.
O casamento só pode matar o amor romântico. E o amor romântico é o que as pessoas chamam amor de filhote. A gente não deve depender disso. A gente não deve pensar nisso como nutrição. Pode ser apenas como um sorvete. Você pode comê-lo de vez em quando, mas não dependa disso. A vida tem que ser mais realística, mais em prosa.
O casamento em si nunca destrói coisa alguma. Casamento simplesmente traz à tona o que quer que esteja escondido em você; expõe isso. Se o amor estiver escondido por trás de você, dentro de você, o casamento o expõe. Se o amor era só fingimento, apenas uma isca, então cedo ou tarde tem que desaparecer. E assim surge sua realidade, sua feia personalidade. O casamento é simplesmente uma oportunidade, o que quer que você tenha para mostrar irá aparecer.
Não estou dizendo que o amor é destruído pelo casamento. O amor é destruído pelas pessoas que não sabem amar. O amor é destruído porque em primeiro lugar o amor não é. Você esteve vivendo num sonho. A realidade destrói esse sonho. Do contrário amor é algo eterno, parte da eternidade. Se você crescer, se você conhecer a arte, e você aceita as realidades da vida-amor, então isso vai crescendo a cada dia. O casamento se torna uma tremenda oportunidade de crescer no amor.
Nada pode destruir o amor. Se ele estiver lá, vai crescendo. Mas meu sentir é que, em primeiro lugar o amor não está presente. Você engana a si mesmo; alguma outra coisa estava lá. Talvez o sexo estivesse lá, o apelo sexual estava lá. Assim isso vai ser destruído, porque uma vez que você amou uma mulher, então o apelo sexual desaparece, porque o apelo sexual é apenas com o desconhecido.
Uma vez que você prova do corpo da mulher ou do homem, então o apelo sexual desaparece. Se seu amor era somente apelo sexual assim ele está fadado a desaparecer. Portanto nunca interprete mal o amor por alguma outra coisa. Se o amor for realmente amor...
O que quero dizer quando falo “amor verdadeiro”? Quero dizer que só estando na presença do outro você subitamente se sente feliz, apenas estando juntos você fica extático, apenas a presença do outro preenche algo profundo em seu coração... alguma coisa começa a cantar em seu coração, você entra numa harmonia. Somente a presença do outro lhe ajuda a ficar junto; você se torna mais individual, mais centrado, mais baseado. Isso é amor.
O amor não é uma paixão, não é uma emoção. Amor é um profundo entendimento que alguém de alguma maneira lhe completa. Alguém lhe torna um círculo completo. A presença do outro valoriza sua presença. O amor dá liberdade para ser você mesmo; não é possessivo.
Então, observe. Nunca pense em sexo como amor, senão você ficará decepcionado. Fique alerta e quando você começar a sentir com alguém que só a presença, a pura presença – nada mais, nada mais é necessário; você não pede coisa alguma – só a presença, apenas porque o outro está, é bastante para lhe fazer feliz... alguma coisa começa a florescer dentro de você, mil e um lótus brotam... assim você está apaixonado e então você pode passar através de todas as dificuldades que a realidade cria.
Muitas angústias, muitas ansiedades – você será capaz de superar todas elas, e seu amor estará florescendo cada vez mais, porque todas essas situações se tornarão desafios. E seu amor, superando-os, ficará cada vez mais forte.
Amor é eternidade. Se estiver presente, então ele vai crescendo cada vez mais. O amor conhece o princípio, mas não conhece o fim.
Osho, em "The Discipline of Transcendence"
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É uma sociedade criada por um conselho de amigos com objetivos comuns, destinada a fazer o bem ( espiritual, social e cultural) não importa a quem.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A DANÇA CHAMADA AMOR
Quem é Jesus
Quem é Jesus
O ano de 325 é especialmente importante para os cristãos, pois nele ocorreu o Concílio de Niceia, que oficialmente instituiu o Catolicismo ou Igreja Católica, que hoje é seguida por mais da metade dos cristãos espalhados pelo mundo, pois existem outras Igrejas, como a ortodoxa, a anglicana e outras que igualmente reúnem os cristãos (inclusive o Espiritismo). Até esse ano os cristãos não possuíam nenhuma estrutura oficial que os representasse, mas apenas a comunhão das diversas igrejas com troca de correspondência e visitação de quando em vez entre seus representantes. Isso implicou, com o passar do tempo, que uma certa estrutura acabasse surgindo. Antes do Concílio, os cristãos eram organizados sob três patriarcas, os bispos de Antioquia, de jurisdição sobre a Síria, a Ásia Menor e a Grécia; Alexandria, de jurisdição sobre o Egito, e Roma, de jurisdição sobre o Ocidente. Posteriormente os bispos de Constantinopla e Jerusalém foram adicionados aos patriarcas por razões administrativas. Não era uma hierarquia formal, mas os patriarcas (ou bispos) dessas localidades agiam no sentido de ajudar a resolver conflitos.
No final do segundo século algumas divergências de interpretação quanto aos escritos sagrados começaram a ganhar terreno e a separar os pensadores cristãos. Uma dessas divergências foi fundamental para a convocação do Concílio de Niceia: a divindade ou não de Jesus. Para Alexandre, bispo de Alexandria, Jesus seria Deus, não poderia ser simplesmente um homem, filho do Pai Eterno. Entretanto, para Arrius, que pertencia a outra igreja, Jesus era simplesmente o filho de Deus, como todos os demais seres humanos. A decisão do Concílio foi que a ideia de Arrius era uma heresia, e ele foi banido da Igreja Católica, formada então nesse conclave.
Lembremos que o mundo ainda estava sob domínio do Império Romano e que, apesar das intensas perseguições e martírios impostos aos cristãos, os seguidores de Jesus não paravam de crescer e contaminavam os próprios cidadãos romanos. Interessado em apaziguar o império e terminar com as disputas religiosas, o imperador Constantino ajudou a articular o Concílio de Niceia, levando os bispos a criarem uma igreja que, na verdade, mesclava o cristianismo com o paganismo, surgindo então a teologia católica, com a santíssima trindade, a divinização de Jesus, o dogma do mistério divino, os sacramentos, os rituais como a missa e assim por diante. Se, por um lado, tivemos o fato positivo do fim das perseguições aos cristãos, de outro lado tivemos a deturpação da mensagem de Jesus, que por séculos ficaria quase irreconhecível.
O pensamento espírita sobre Jesus
Para o Espiritismo todos somos criados por Deus, ou seja, Ele é o incriado, e todos os demais são suas criaturas, inclusive Jesus, que, como qualquer um de nós, foi criado como Espírito, simples e ignorante, com o potencial divino em germe para, através da lei de evolução, chegar a seu destino, que é comum a todos: a perfeição. Portanto, Jesus não se confunde com Deus, é sua criatura. Como Espírito, Jesus é imortal, exatamente como todos os homens, pois todos somos filhos de Deus e todos chegaremos à perfeição.
Quando Jesus esteve entre nós, isso há mais de dois mil anos, ele já envergava o status de Espírito perfeito, ou seja, através das reencarnações, realizadas em outros mundos por este universo, ele já havia alcançado o esplendor do amor e da sabedoria. Aqui na Terra, Jesus teve apenas essa encarnação, quando realizou a missão de trazer para a humanidade os conceitos do Evangelho, que exemplificou em espírito e verdade, legando aos homens o “amai-vos uns aos outros” e “fazei ao outro somente o que gostaríeis que o outro vos fizesse”.
Segundo informações espirituais trazidas através de diversos médiuns em tempos e lugares diferentes, já nesse tempo Jesus era o governador planetário, tendo gerenciado a formação do nosso mundo, ou seja, ele foi, por assim dizer, cocriador, mas sem se confundir com Deus, que reverenciava como Pai, como Senhor do céu e da terra.
Quando Jesus informou que “ele e o Pai eram um”, quis significar a perfeita comunhão de pensamento e de ideal com Deus, por isso ele era o messias que havia de vir, conforme constava das antigas profecias. Para diferençar a si mesmo de Deus, afiançou que bom somente o Pai Celestial, porque ele somente poderia receber o título de Mestre, por ser um Espírito perfeito.
Para a Doutrina Espírita não há confusão nem mistério. Deus é o Criador de tudo o que existe no universo, a inteligência suprema, e Jesus é sua criatura, seu filho, um Espírito criado simples e ignorante que, com seus esforços e experiências reencarnatórias (realizadas em outros mundos), alcançou a perfeição. Portanto, Jesus não está distante dos homens, todos somos Espíritos imortais e todos, um dia, alcançaremos a perfeição. Isso não minimiza Jesus, não o torna menos importante, nem fragmenta sua comunhão com Deus, pelo contrário, o exalta e engrandece sua missão.
A literatura espírita sobre Jesus
Da valiosa literatura espírita, temos que destacar alguns livros de leitura e meditação obrigatórias. Iniciemos pela trilogia romanceada de autoria do Espírito Emmanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, constituída pelas obras Há Dois Mil Anos, Cinquenta Anos Depois e Ave, Cristo!. Narrando os primórdios do cristianismo, e tendo no primeiro volume a presença de Jesus, compõem um manancial de aprendizados históricos e evangélicos de grande importância, impactando o leitor com narrativas repletas de emoção.
Ainda da lavra mediúnica de Francisco Cândido Xavier, o tão conhecido Chico Xavier, temos igualmente que destacar o livro Boa Nova, autoria espiritual de Humberto de Campos, onde o autor reúne conteúdos sobre as lições de Jesus extraídos dos arquivos do mundo espiritual, fazendo revelações que impressionam, e levando o leitor a novas descobertas desse tesouro infindável que é o Evangelho.
Da psicografia de Divaldo Pereira Franco, não podemos deixar de trazer a série de livros escritos pelo Espírito Amélia Rodrigues, com início em Primícias do Reino, trazendo Jesus para bem perto de todos nós, quando temos oportunidade de estar naqueles dias, assistindo aos fatos e lições imorredouras.
De autores espíritas encarnados vamos fazer três destaques: Hermínio Miranda com seu belo trabalho Cristianismo, a Mensagem Esquecida; Herculano Pires, com sua obra Revisão do Cristianismo, e Pedro de Camargo com seus livros Em Torno do Mestre e Na Seara do Mestre.
E não poderíamos deixar de citar duas obras imprescindíveis para estudo, ambas de Allan Kardec: O Evangelho segundo o Espiritismo, onde encontramos estudo sobre os ensinos morais de Jesus, e A Gênese, onde temos estudo sobre os milagres e predições do Evangelho. Nesses livros o codificador do Espiritismo comparece com estudos e reflexões da mais alta importância, sempre com aquele raciocínio agudo e lógico do mestre francês.
Poderíamos trazer aqui outros autores, encarnados e desencarnados, mas não temos a pretensão de listar tudo o que existe sobre Jesus na literatura espírita. Apenas indicamos o que nos parece imprescindível à leitura, deixando o leitor à vontade para conhecer mais.
Últimas palavras
Jesus é o guia e modelo da humanidade, o Espírito mais perfeito que Deus concedeu ao homem conhecer. Segui-lo é o nosso dever. Manter seus ensinos como ele nos legou e praticá-los em todas as situações da vida é o que devemos fazer. Não esqueçamos: Jesus é o caminho, a verdade e a vida, e somente através dele estaremos com Deus, nosso Pai.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
A Sintonia entre o Reiki e a Cristaloterapia

A Sintonia entre o Reiki e a Cristaloterapia
O que são Cristais? O que é o Reiki? Uma resposta simples, Energia.
Tudo á nossa volta é Energia, nós somos Energia. Portanto tudo o que fazemos, pensamos e sentimos emite uma vibração energética, seja ela positiva ou negativa, assim sendo, é aconselhável que as intenções por detrás das nossas ações, pensamentos e sentimentos sejam positivas. Quando assim não acontece, ou quando o coração está em desarmonia com a mente, surge um desequilíbrio no nosso sistema energético, que pode ser visível através do nosso corpo físico, das nossas emoções, ou através de acontecimentos exteriores a nós mesmos (lei da atração), são nessas alturas que nos sentimos doentes, cansados, tristes ou irritados, e é dessa forma que o Reiki com Cristais pode ajudar, para equilibrarmos novamente o nosso estado de espírito. Mas esta terapia, não funciona apenas nesses casos, é utilizado também como forma de prevenção, ou seja quando nos sentimos bem, também podemos beneficiar do Reiki com Cristais, para mantermos a nossa energia saudável de uma forma mais prolongada.
Que provas temos, que o Reiki e a Cristaloterapia funcionam? A prova está no sentir, ambos são terapias complementares, que funcionam através de Energia, não é algo visível, mas é algo que se sente. Cada vez mais as pessoas procuram estas terapias, porque as faz sentir melhor, sentem que preenchem um vazio, um vazio que muitas das vezes é devido à falta de amor próprio, que está lá, mas adormecido, e o reiki com a ajuda dos cristais vai acordar as partes em nós que precisam de despertar, para nos sentirmos emocionalmente equilibrados e fisicamente saudáveis.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Relacionamento sexual e afeto
Para as manifestações mecanizadas da vida biológica, o corpo carnal esculpiu os respectivos instrumentos que permitem o exercício mecânico da sexualidade. No entanto, na estrutura íntima de cada ser, o sexo acontece na dimensão da mente, estabelecendo-se, então, os seus contornos de força magnética permutada, alimento compartilhado nos atos da afetividade que, de qualquer forma, independem das constituições morfológicas para que possam ser exteriorizados.
Renascendo na condição masculina e feminina, ao longo de suas jornadas evolutivas, cada Espírito deve amadurecer nas duas esferas entre as quais orbita, polarizando-se a sexualidade biológica em cada renascimento, naquele padrão de masculino ou feminino dentro do qual deverá exercer as vivências que lhe cabem nas aquisições de experiência e maturidade.
Assim, a afetividade é o laço que une os Espíritos e que, na sua vertente sexual morfológica, pode ser expressada através dos encontros íntimos, nos quais os órgãos físicos dão a oportunidade do compartilhar gametas, sensações, estímulos, sonhos, prazeres, realizando a parte que lhes cabe na manifestação da sexualidade biológica, ajudando na perpetuação da espécie, além de facultar a aproximação de criaturas, nos processos do conhecimento íntimo e da criação de vínculos.
Por isso, não é em decorrência da liberação dos hormônios ou secreções compartilhados que os seres humanos se veem atrelados aos parceiros com os quais comungam tais momentos de intimidade.
Durante tais atos, se entre ambos existe afinidade de emoções, ocorre intensa troca de energias fecundantes e estimulantes, no nível vibratório de seus Espíritos, saciando-os naqueles desejos de reconhecimento, de segurança afetiva, de calma interior, de serenidade na autoestima.
Exatamente por ser algo muito maior do que simplesmente um processo de procriação de novos corpos, nas junções mecânicas de gametas, os encontros íntimos devem ser aqueles que sirvam para estas trocas de boas energias, para as quais, mais do que os compromissos legais ou humanos, deve estar observado o sentimento sincero como condição indispensável para que aquele ato não seja, apenas, um encontro de músculos e carnes e, sim, um contato de prazer que envolva a alma como um todo, nas criações lúdicas, nas alegrias divididas entre dois Espíritos que se querem, muito mais do que apenas dois corpos que se procuram.
Poderão muitos, afeiçoados ao chamado “amor livre” como meio de satisfação de necessidades que dizem ser biológicas, defender a realização do sexo pelo sexo, como forma de extravasamento de suas necessidades reprimidas.
Reconhecemos que, numa sociedade que está sedenta por novidades, com uma juventude agitada e ansiosa, infelizmente, tal procedimento é uma realidade nos dias de hoje, com pessoas que se permitem todo tipo de convivência sexual promíscua e sem vínculos no afeto, vivendo verdadeiras orgias nas quais os envolvidos, muitas vezes, se mascaram para que não sejam reconhecidos, ou se mantêm em ambientes penumbrosos para que não estejam em situação constrangedora com outros que o identifiquem.
No entanto, quando ainda existe algum princípio moral dentro daqueles que se permitem tais comportamentos, depois que passa a exaltação dos sentidos de um tipo de aventura carnal insana como essa, costuma eclodir em suas consciências uma sensação amarga, uma vergonha do que fizeram, uma repulsa por si mesmos.
Muitos se obrigam a longos banhos por meio dos quais desejam limpar-se por fora da lama íntima, abrindo espaço em seus pensamentos para os complexos de culpa e sofrendo com a possibilidade de que essa vida dúbia lhes seja descoberta pelos amigos ou familiares, aumentando-lhes a inquietação.
Outros amortecem as fibras da própria consciência, considerando essas orgias como normais em uma sociedade sem regras morais claras, aceitando as práticas sexuais da maioria como maneira de atender aos mecanismos do automatismo carnal, sempre recorrendo ao velho chavão do “A CARNE É FRACA”, frase que utilizam como esconderijo para as próprias torpezas.
No entanto, em nenhum desses casos, os Espíritos encarnados que se permitem práticas promíscuas, que se dediquem à da troca de casais, a multiplicidade de parceiros, às aventuras extraconjugais, à homossexualidade, à bissexualidade, conseguem isolar-se dos processos angustiosos de uma afetividade não correspondida.
Em todos os casos, o motivador dessas buscas costuma ser, no fundo, o estado de carência ou insatisfação das criaturas, ansiosas por construírem relacionamentos estáveis ao lado daquelas pessoas com quem compartilhem o prazer físico, ponto comum que poderá, quem sabe, transformar-se em início de afinização ou em um relacionamento que valha a pena ser vivido.
Os problemas afetivos do presente correspondem, invariavelmente, a compromissos enraizados nas práticas de outras vidas, repercutindo, hoje, em mecanismos de frustração, de transtornos mentais ou emocionais, em dificuldades de relacionamento.
Algumas pessoas se veem obrigadas ou escolhem se manter solitárias, não se deixando enveredar pelos caminhos difíceis dos envolvimentos físicos confusos. Para essas criaturas, tais circunstâncias correspondem ao regime que reequilibra a emoção desajustada com aqueles que são impostos às pessoas que precisam reconquistar a saúde através das terapias de contenção, transformando-se em períodos de necessária reflexão diante dos compromissos do passado.
A afetividade mal experimentada em nossas antigas jornadas corresponde a um processo de adulteração de nossos centros de energia correspondentes, impondo-se, então, para muitos que o viveram de maneira desregrada, cerceamentos temporários para que se reequilibrem, preparando-os para as futuras aquisições no terreno do Amor Verdadeiro o qual tem, nas trocas sexuais, um dos instrumentos de sua exteriorização.
Trata-se, então, de processos de educação ou reprogramação das inclinações do Espírito faltoso de outras épocas que, como num processo de isolamento temporário, precisa fortalecer-se nas bases de uma afetividade sadia, para que, mais tarde, possa construir o sólido edifício de suas novas aquisições na área da emoção.
Assim, a solidão, nestes casos, funciona como um período de observação a manter a pessoa em uma espécie de quarentena, que tanto serve para protegê-la de si mesma quanto para proteger os outros de sua presença provocante ou ameaçadora. Os períodos de estiagem afetiva a que algumas pessoas se veem compelidas pela vida ou a que se permitem como escolha pessoal têm essa função, a purificar seu entendimento e prepará-las para coisas mais belas que o futuro lhes reserva.
Entretanto, toda conduta de alguém que, com a desculpa de não tolerar o isolamento, de não ser capaz de vencer a solidão, de precisar dar vazão às necessidades da carne, o leve a usar seu semelhante como mercadoria, como oportunidade de desafogo, como objeto de prazer para, logo a seguir, descartá-lo à margem da estrada, corresponderá a uma responsabilidade assumida perante aquele que foi usado, física ou emocionalmente, que foi tratado como um simples instrumento de prazer físico.
Na condição de nosso irmão ou irmã com sentimentos e sonhos, torna-se credor daquele que o usou a fim de que possa encontrar reparação futura pelas mesmas mãos que os exploraram.
Por isso, ao invés de nos permitirmos agir ao sabor das tentações produzidas por músculos bem torneados ou corpos bem esculpidos nos atraiam a atenção ou o desejo, lembremo-nos de estabelecer com os seus proprietários uma relação saudável e sincera, que nos permita o envolvimento responsável, ainda que não definitivo, sem lesões afetivas produzidas pela leviandade sem limites.
Quando são verdadeiras e emocionalmente sadias, lastreadas na afetividade autêntica, as manifestações da sexualidade mental poderão ser transportadas também para o campo das exteriorizações físicas, construindo relações amorosas envolventes e sólidas, que não serão perturbadas por nenhum tipo de ameaça, de tentação, de novidade que, ao contrário, são sempre perigosas para aqueles que não se fixaram em uma relação afetiva segura e honesta com o parceiro ou com a parceira de seus momentos de intimidade.
Livro Despedindo-se da Terra, cap. 21, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz.
Os tormentos voluntários
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"23 – O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, dele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Ma ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das imperecíveis alegrias celestes. Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito os tormentos, que só a ele cabia evitar.
Haverá maiores tormentos que os causados pela inveja e o ciúme? Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante. As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades, cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”, pois os seus cuidados não têm compensação no céu. Quantos tormentos, pelo contrário, consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que possui, que vê sem inveja o que não lhe pertence, que não procura parecer mais do que é! Está sempre rico, pois, se olha para baixo, em vez de olhar para cima de si mesmo, vê sempre os que possuem menos do que ele. Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas, e a calma em meio das tormentas da vida não será uma felicidade?" FÉNELON - Lyon, 1860 (O Evangelho segundo o espiritismo, capítulo 5, item 23) O homem de fato poderia ser muito mais feliz se não buscasse a felicidade nas coisas perecíveis. Enquanto colocarmos a nossa felicidade naquilo que é material, estaremos nos apoiando em algo perecível e inconstante, que nos causa angústia, estresse e aflição. Como seremos felizes com esses sentimentos? Quando buscamos a felicidade na paz interior, na vontade de ser útil ao próximo (sem esperar nada em troca), na realização pessoal de sermos pessoas melhores e corretas (sem nos vangloriamos disso) e principalmente amando e espalhando amor aos que nos cercam, aí sim estaríamos nos apoiando em algo sólido e constante, que não traz aflições e preocupações. E para quem duvida disso, que faça o teste: por um mês, procure ajudar ao máximo de pessoas possíveis. É muito fácil, todo mundo sempre precisa de algo: um abraço, um conselho, um ouvinte, alguém pra ajudar a fazer um reparo na casa, um sanduíche, ajuda para largar um vício, etc, são coisas tão simples e banais que não ajuda quem não quer. Existem sempre mil oportunidades todos os dias. Mas ajude sem esperar ser notado, sem esperar receber algo em troca, sem esperar agradecimentos. Haja discretamente e não alardeie suas ações. Verás que ao final do dia sua consciência estará feliz, pois fostes útil para várias pessoas. Portanto, o tempo que perdemos vendo todo o tipo de besteirol na TV, podemos separar 5 minutos e ligar para uma pessoa que não falamos a muito tempo. Principalmente, ligar para um idoso. Provavelmente, você será a única pessoa a conversar com ele o dia todo. Pense nisso. Se tudo dá errado, é hora de mudar os métodos. Se as coisas não estão boas, é hora de tentar novas fórmulas. E não esqueça: o seu futuro (feliz ou infeliz), é você quem faz. |
Prece de André Luiz
Prece de André Luiz
Senhor,
Sejam para o teu coração misericordioso
Todas as nossas alegrias, esperanças e aspirações!
Ensina-nos a executar teus propósitos desconhecidos,
Abre-nos as portas de ouro das oportunidades do serviço
E ajuda-nos a compreender a tua vontade!...
Seja o nosso trabalho a oficina sagrada de bênçãos
infinitas,
Converte-nos as dificuldades em estímulos santos,
Transforma os obstáculos da senda em renovadas lições...
Em teu nome,
Semearemos o bem onde surjam espinhos do mal,
Acenderemos tua luz onde a treva demore,
Verteremos o bálsamo do teu amor onde corra o pranto
do sofrimento,
Proclamaremos tua bênção onde haja condenações,
Desfraldaremos tua bandeira de paz junto às guerras
do ódio!
Senhor,
Dá que possamos servir-te
Com a fidelidade com que nos amas,
E perdoa nossas fragilidades e vacilações na execução
de tua obra.
Fortifica-nos o coração
Para que o passado não nos perturbe e o futuro não
nos inquiete,
A fim de que possamos honrar-te a confiança no dia
de hoje, que nos deste
Para a renovação permanente até à vitória final.
Somos tutelados na Terra,
Confundidos na lembrança
De erros milenares,
Mas queremos, agora,
Com todas as forças d’alma,
Nossa libertação em teu amor para sempre!
Arranca-nos do coração as raízes do mal,
Liberta-nos dos desejos inferiores,
Dissipa as sombras que nos obscurecem a visão de
teu plano divino
E ampara-nos para que sejamos
Servos leais de tua infinita sabedoria!
Dá-nos o equilíbrio de tua lei,
Apaga o incêndio das paixões que, por vezes,
Irrompe, ainda,
No âmago de nossos sentimentos,
Ameaçando-nos a construção da espiritualidade superior
Conserva-nos em tua inspiração redentora,
No ilimitado amor que nos reservaste
E que, integrados no teu trabalho de aperfeiçoamento
incessante,
Possamos atender-te os sublimes desígnios,
Em todos os momentos,
Convertendo-nos em servidores fiéis de tua luz,
para sempre!
Assim seja.
Livro: Missionários da Luz
Chico Xavier pelo Espírito André Luiz
"Cuidado com a memória de sua casa"
"Cuidado com a memória de sua casa"
O padrão vibratório de uma casa "tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores." Tudo o que pensamos e fazemos, as escolhas, os sentimentos, sejam bons ou ruins, SÃO ENERGIAS. O resultado "reflete nos ambientes, pessoas e situações."
O corpo é nossa primeira morada e nossa casa, sua extensão. É ela que nos acolhe, protege e guarda nossa história. Da mesma forma que limpamos, nutrimos e cuidamos da vibração de nosso corpo, devemos estender esses cuidados e carinhos ao lar. Mais que escolher o imóvel e enfeitá-lo com móveis e objetos - muitas vezes guiados apenas por modismos ou pura praticidade -, a elaboração da atmosfera de um ambiente é importante porque reflete a personalidade de seu dono, dando pistas sobre seus gostos, estilo de vida, história e sonhos.
Há quem acredite que, colocando cristais, sinos de vento, fontes, espelhos, instrumentos do feng shui, é possível atrair bons fluidos e equilíbrio para dentro de casa. "'Mas, é MUITO POUCO, pois a personalidade de um ambiente vai além. Ela é conseguida dia após dia, não apenas com técnicas, mas com pequenos atos de carinho e com muita energia boa.'"
Além de atrair bons fluidos para nosso lar, temos todas as condições de criá-los no interior do próprio ambiente. O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.
Você, com certeza, já esteve em uma residência ou ambiente onde sentiu um profundo bem-estar e sensação de acolhimento, independentemente da beleza, luxo ou qualquer outro fator externo. Essa atmosfera gostosa, sem dúvida, era dada principalmente pelo estado de espírito positivo de seus moradores. Infelizmente, hoje em dia, é muito mais corriqueiro entrarmos em ambientes que nos oprimem ou nos dão a sensação de falta de paz e, às vezes, até de sujeira, mesmo que a casa esteja limpa. A vontade é ir embora rapidamente, "ainda que sejamos bem tratados."
O que "poucos sabem" é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores. Por isso, quando pensar na *saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. Evite brigas e discussões desnecessárias. "Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão." Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.
Não pense mal dos outros. Pragas, NEM PENSAR!! Selecione muito bem as pessoas que vão freqüentar sua casa. Festas, brindes e comemorações alegres são bem-vindas porque trazem alegria e muita energia, mas cuidado com os excessos. Nada de bebedeiras e muito menos uso de drogas, que atraem más energias.
Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração. Lembre-se que sua casa também pode estar contaminada.
Aprenda a fazer escolhas e determine o que quer para sua vida e ambiente onde mora. Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo?
Reflita sobre como você vive em sua casa, no que pensa, como anda seu humor e reclamações do seu dia-a-dia. 'Tudo isto interfere no seu astral.'
Não valorizes o mal

Não valorizes o mal
Em 1962, Divaldo passou por uma grande provação, ficando vários dias sem condições de conciliar o sono, hora nenhuma, o que lhe trouxera constante dor de cabeça. Numa ocasião, não suportando mais, quando Joanna lhe apareceu, ele lhe falou:
– Minha irmã, a senhora sabe que eu estou passando por um grande problema, uma grande injustiça, e não me diz nada?
–Por isso mesmo eu não te digo nada, porque é uma injustiça. E como é uma injustiça, não tem valor, Divaldo. Tu é quem está dando valor e quemdá valor à mentira, deve sofrer o efeito da mentira. Por que, se tu sabes que não é verdade, por que estás sofrendo? Eu não já escrevi por tuas mãos: “Não valorizes o mal”? Não tenho outro conselho a dar-te.
– Mas, minha irmã, pelo menos me diga umas palavras de conforto moral, porque eu não tenho a quem pedir...
Então, ela falou:
– Vou dar-te palavras de conforto. Não esperes muito.
E contou-lhe a seguinte parábola:
–Havia uma fonte pequena e insignificante, que estava perdida num bosque. Um dia, alguém, por ali passando, com sede, atirou um balde e retirou água, sorvendo-a em seguida, e se foi. A fonte ficou tão feliz que disse de si para consigo:
– Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes, já que sou uma água preciosa!
E orou a Deus:
– Ajuda-me a dessedentar!
Deus deu-lhe o poder. A fonte cresceu e veio à borda. As aves e os animais começaram a sorvê-la e ela ficou feliz.
A fonte propôs:
–Que bom é ser útil, matar a sede. Eu gostaria de pedir a Deus que me levasse além dos meus limites, para umedecer as raízes das árvores e correr a céu aberto.
Veio então a chuva, ela transbordou e tornou-se um córrego. Animais, aves, homens, crianças e plantas beneficiaram-se dela.
A fonte falou:
– Meu Deus, que bom é ser um córrego! Como eu gostaria de chegar ao mar!
E Deus fez chover abundantemente, informando:
– Segue, porque a fatalidade dos córregos e dos rios é alcançar o delta e atingir o mar.
Vai!
E o riacho tornou-se um rio, o rio avolumou as águas. Mas, numa curva do caminho, havia um toro de madeira. O rio encontrou o seu primeiro impedimento. Em vez de se queixar, tentou passar por baixo, contornar, mas o toro de madeira cerceava-lhe os passos.
Ele parou, cresceu e o transpôs tranquilamente. Adiante, havia seixos, pequeninas pedras que ele carregou e outras imovíveis, cujo volume ele não poderia remover.
Ele parou, cresceu e as transpôs, até que chegou ao mar.
Compreendeste?
– Mais ou menos.
–Todos nós somos fontes de Deus – disse ela. – E como alguém um dia bebeu da linfa que tu carregavas, pediste para chegar até à borda, e Deus, que é amor, atendeu-te. Quisestes atender aos sedentos, e Deus te mandou os Amigos Espirituais para tanto.
Desejaste crescer, para alcançar o mar, e Deus fez que a Sua misericórdia te impelisse na direção do oceano. Estavas feliz.
Agora, que surgem empecilhos, por que reclamas? Não te permitas queixas.
Se surge um impedimento em teu caminho, cala, cresce, transpõe-no, porque a tua fatalidade é o mar, se é que queres alcançar o oceano da Misericórdia Divina. Nunca mais lamentes a respeito de nada.
Joanna de Ângelis.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Fidelidade afetiva e sexual
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Se entre marido e mulher houvesse uma ligação afetiva saudável e verdadeira, não haveria fome interior que compensasse a aventura…
Eminente amigo espiritual, escrevendo à Terra sobre tal questão, deixa muito clara, ao referir-se às forças sexuais, a sua natureza de sustentáculo da alma. Textualmente, encontramos os ensinamentos: (1)
“… até que o Espírito consiga purificar as próprias impressões além da ganga sensorial, em que habitualmente se desregra no narcisismo obcecante, valendo-se de outros seres para satisfazer a volúpia de hipertrofiar-se psiquicamente no prazer de si mesmo, numerosas reencarnações instrutivas e reparadoras se lhe debitam no livro da vida, porque não cogita exclusivamente do próprio prazer sem lesar os outros, e toda vez que lesa alguém abre nova conta resgatável em tempo certo.
“Isso ocorre porque o instinto sexual não é apenas agente de reprodução entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso.
“…entre os Espíritos santificados e as almas primitivas, milhões de criaturas conscientes, viajando da rude animalidade para a Humanidade enobrecida, em muitas ocasiões se arrojam a experiências menos dignas, privando a companheira ou o companheiro do alimento psíquico a que nos reportamos, interrompendo a comunhão sexual que lhes alentava a euforia e, se as forças sexuais não se encontram suficientemente controladas por valores morais nas vítimas, surgem, frequentemente, longos processos de desespero ou de delinquência.”
E logo mais, falando da Enfermidade do Instinto Sexual, a mesma entidade amiga nos ensina: (2)
“As cargas magnéticas do instinto, acumuladas e desbordantes na personalidade, à falta de socorro íntimo para que se canalizem na direção do bem, obliteram as faculdades, ainda vacilantes, do discernimento e, à maneira do esfaimado, alheio ao bom senso, a criatura lesada em seu equilíbrio sexual costuma entregar-se à rebelião e à loucura em síndromes espirituais de ciúme ou despeito. À face das torturas genésicas a que se vê relegada, gera aflitivas contas cármicas a lhe vergastarem a alma no espaço e a lhe retardarem o progresso no tempo.”
(…)
“Compreendamos, pois, que o sexo reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual e, consequentemente, no corpo físico, por santuário criativo de nosso amor perante a vida e, em razão disso, ninguém escarnecerá dele, desarmonizando-lhe as forças, sem escarnecer e desarmonizar a si mesmo.”
Nas palavras esclarecedoras, deixamos você, leitor querido, para que a meditação sadia e serena o inspire nas abordagens pessoais a respeito de tão importante e profundo tema, que não pode ser reduzido apenas ao exercício indiscriminado de uma liberdade que termine por prender o liberto às algemas pesadas dos desajustes, construídos pela excessiva utilização dessa mesma liberdade, ferindo e atormentando a outros e a si mesmos.
De um simples e clandestino encontro em um quarto afastado, os liames fluídicos ali entrelaçados produzirão, dependendo da sinceridade dos sentimentos envolvidos, frutos doces ou dolorosos espinhos que educarão os aventureiros para que se melhorem, seja pela vivência amorosa verdadeira ou pela dor da consciência culpada.
(1) e (2) Trechos extraídos do livro Evolução em Dois Mundos, de autoria espiritual de André Luiz, psicografado por Francisco Câncido Xavier – capítulo 18, primeira parte
Livro Despedindo-se da Terra, cap. 21, Espírito Lúcius – psicografia de André Luiz Ruiz. |
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A Terra

A Terra
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Existem muitos segredos ainda para serem descobertos, referentes à Terra. Ela é um grande magneto solto no espaço, mas preso por determinadas leis, que asseguram o seu giro habitual e garantem a vida na sua superfície, como empréstimo de amor d'Aquele que a fez.
A Terra é um corpo vivo, com todas as suas nuances de existência. Compete aos homens a observação dos fenômenos que podem ser enumerados como naturais. Ela pode ser chamada de uma casa onde há de tudo com fartura.
As previsões dos homens de ciência, de que no futuro ninguém poderá mais viver na Terra, por faltar isso ou aquilo para as condições de vida, não devem ser consideradas. Já foi previsto para nada faltar aos seres viventes, dentro do necessário. Ela pode receber cinco, dez ou vinte bilhões de pessoas que todos poderão viver em paz, desde quando o amor direcione todos os pendores dos Espíritos reencarnados.
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Como vivem os peixes no mar, as aves nos céus e os animais na Terra? Alguém já pensou em contar quantos são? Provavelmente, os computadores atuais não estarão preparados para dizer, a não ser que se mude os códigos de comunicação. No entanto, todos os seres vivem e subsistem. Deus não é deus de mesquinhez; é fonte de todos os suprimentos de vida.
Quando as inteligências da Terra se conscientizarem de que não vale a pena guerrear, matar para viver, destruir por prazer e, quando os recursos forem canalizados somente para o bem da humanidade, então nada faltará em lugar algum para ninguém.
A falta de alimentos, por exemplo, acompanha a falta de compreensão. Isso é o bastante para que se possa compreender o resto. As corridas armamentistas, as despesas com vigilância dos países ricos, em quanto fica? Falta quase tudo, por faltar quase todo o amor que deveria existir!
Nós, no plano espiritual, somos em muito maior número que os homens, e somente falta alguma coisa onde falta elevação espiritual; cada Espírito tem aquilo de que necessita, dependendo do modo pelo qual pensa e vive. Atraímos para o nosso convívio aquilo que sintoniza com o que somos.
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Vamos falar da Terra, esse Jardim do Éden que o Senhor nos deu como moradia. O planeta que Ele nos empresta como casa benfeitora é uma cópia do corpo humano, ou esse é que é uma cópia aperfeiçoada da Terra:
O corpo humano tem veias onde se faz a circulação do sangue; a Terra tem os rios, por onde circulam as águas. O corpo humano é formado por mais de 70 % de água; a Terra mantém a mesma proporção. O corpo humano tem uma atmosfera que o circunda; a Terra tem sua própria atmosfera, que a protege. O corpo humano tem um coração que pulsa dentro do peito; a Terra tem um coração ígneo que borbulha no seu íntimo.
O corpo humano tem muitos meridianos, por onde transitam as energias; a Terra tem seus meridianos, onde circulam muitas forças. O corpo humano tem seus centros de força; a Terra, igualmente, tem suas aglomerações energéticas. O corpo humano tem um aglomerado de poros, com vários objetivos; a Terra tem os mesmos processos nas primeiras camadas que a cobrem.
Descem do mundo astral irradiações cósmicas que são filtradas pelo centro de força do agregado físico; O sol projeta sua luz em direção à Terra e seus raios filtrados emprestam vida ao planeta. O corpo humano obedece à lei do cinetismo; a Terra, se parar, morre. O corpo físico é saturado por um número sem conta de pequenas vidas; na Terra, esse número é incalculável. O corpo humano é montado sobre um esqueleto ósseo; a Terra apoia todos os seus contornos em camadas de rocha. A flora e a fauna têm seus semelhantes no campo humano.
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Diante dessas comparações, podem-se deduzir outras, que são incontáveis. E quando nos falta a obediência às leis que nos asseguram a paz, sofremos as consequências. E é a este ponto que nos interessa chegar.
Antes de se processar a nossa reencarnação, passamos por um profundo adestramento, no sentido de valorizarmos o corpo físico, instrumento de elevação da alma, de redenção humana e de conquistas espirituais.
Quando estamos como Espíritos, as leis se aprimoram, mas são as mesmas, e o candidato às viagens astrais deve, com rigor, observar determinadas regras, para não ser envolvido em tramas de Espíritos mistificadores, carentes, porém, de paz e de amor.
Liberação da maconha: avanço ou retrocesso moral do planeta?
Liberação da maconha: avanço ou retrocesso moral do planeta?
– Podem os Espíritos degenerar? “Não; à medida que avançam, compreendem o que os distancia da perfeição. Quando o Espírito finda uma prova, fica com o conhecimento que não esquece mais. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda.” (O Livro dos Espíritos, n. 118.)
A revista VEJA, edição 2347 de 13 de novembro de 2013, páginas 116 a 124, traz uma reportagem sobre a liberação da maconha em muitos estados americanos. Vejamos: “A maconha é a substância ilícita mais popular do mundo. O número total de usuários chega a 200 milhões – o equivalente à população brasileira. O impacto da Cannabis na saúde humana é bem conhecido. O uso frequente da droga aumenta o risco de uma pessoa sofrer esquizofrenia, depressão, ansiedade e perda de memória, além de haver indícios de que esteja relacionada a diversos tipos de câncer. Metade das pessoas que fumam a maconha regularmente sente que ela atrapalha sua vida profissional e social. Mesmo admitindo esses efeitos negativos, as autoridades de muitos estados americanos e de países como o Uruguai tornaram legais sua produção, comercialização e uso. A justificativa para trazer à luz do sol toda a cadeia produtiva da maconha foi a de que essa medida tornaria o narcotráfico desnecessário e, assim, se daria um fim aos crimes associados àquela atividade. No ano passado, os eleitores dos estados do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, compraram essa tese e aprovaram em referendo a legalização do uso recreativo da maconha. A partir de 2014, quem tiver mais de 21 anos de idade poderá comprar cigarros, refrigerantes, concentrados, chás, barrinhas, biscoitos, bombons, limonadas e balas – tudo feito com maconha”.
A primeira dúvida que surge é como se dosa o uso “recreativo da maconha”? Qual a dose que para uma pessoa é recreativa e para outra não? Quem assumiria a venda da Cannabis? O que se fazer para evitar que a legalização não crie um tráfico legalizado quando um usuário não se sentir satisfeito com a tal “dose recreativa”?
Em um outro trecho da reportagem, encontramos alguns efeitos nocivos da maconha: eleva em 2,5 vezes o risco de câncer de boca ou garganta; em 8% a probabilidade de câncer de pulmão; em 5 vezes o risco de um ataque cardíaco na primeira hora após o uso; em 2 vezes a probabilidade de câncer de testículo; em 4 vezes a incidência de câncer de cérebro em crianças cuja mãe fumou durante a gravidez. Se acharam pouco, prestem atenção nesses outros números: a maconha aumenta em 3,5 vezes a probabilidade de esquizofrenia; em 2 vezes a incidência de depressão; em 5 vezes os transtornos de ansiedade e em 4,2 vezes a fobia social. Além disso, reduz a capacidade de concentração em 40% dos usuários; em 60%, a memória de curto prazo e, em 8 pontos, o QI do usuário.
Pergunto: a legalização modificaria todos esses efeitos deletérios mencionados? De que maneira? A tal de “dose recreativa” seria menos maléfica? De que forma? Apenas afastando o traficante e ficando com a mesma causa - Cannabis - de todos esses males?
Mas vamos à resposta ao título desse artigo: não, a humanidade não está regredindo. Os Espíritos não estão retrocedendo com essas decisões. Pelo menos aqueles que já atingiram algum esclarecimento. Então, o que ocorre para que se chegue à aprovação dessa legalização? Sabemos que mais de vinte bilhões de Espíritos estão vinculados à psicosfera da Terra. Sabemos também como demonstram os números que a população dos encarnados está aumentando. Da mesma forma conhecemos que a maioria dos Espíritos vinculados à escola da Terra é de pouca evolução. Do couro sai a correia. A população de encarnados aumenta à custa de Espíritos com essa pouca evolução. Em sendo maioria, pelo menos por enquanto, exercem a devida pressão para que seus objetivos inferiores sejam alcançados. A legalização da maconha é um deles.
A aprovação da lei do direito ao aborto por qualquer motivo é outro. E assim vamos caminhando. O mal ainda é buscado pela maioria que até mesmo luta por ele; se compraz com ele. A ele se entrega de corpo e de alma, como diz o ditado. A entrega do corpo origina os males acima descritos. A entrega da alma tem consequências que podem ser mencionadas nas sessões mediúnicas através dos diversos tipos de tortura moral que sofrem na dimensão espiritual da existência. Apesar de tudo, o livre-arbítrio permanece para que os responsáveis não possam fugir à responsabilidade de suas escolhas. A Codificação espírita permanece intocável, irrepreensível. Como nos ensina a resposta da questão 118, o Espírito fica com o conhecimento das provas pelas quais passa como consequência da colheita obrigatória da livre semeadura realizada. Semear Cannabis no solo da terra e na consciência do Espírito jamais proporcionará uma boa colheita, mesmo quando a legislação dos homens assim permitir...
– Podem os Espíritos degenerar? “Não; à medida que avançam, compreendem o que os distancia da perfeição. Quando o Espírito finda uma prova, fica com o conhecimento que não esquece mais. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda.” (O Livro dos Espíritos, n. 118.)
A revista VEJA, edição 2347 de 13 de novembro de 2013, páginas 116 a 124, traz uma reportagem sobre a liberação da maconha em muitos estados americanos. Vejamos: “A maconha é a substância ilícita mais popular do mundo. O número total de usuários chega a 200 milhões – o equivalente à população brasileira. O impacto da Cannabis na saúde humana é bem conhecido. O uso frequente da droga aumenta o risco de uma pessoa sofrer esquizofrenia, depressão, ansiedade e perda de memória, além de haver indícios de que esteja relacionada a diversos tipos de câncer. Metade das pessoas que fumam a maconha regularmente sente que ela atrapalha sua vida profissional e social. Mesmo admitindo esses efeitos negativos, as autoridades de muitos estados americanos e de países como o Uruguai tornaram legais sua produção, comercialização e uso. A justificativa para trazer à luz do sol toda a cadeia produtiva da maconha foi a de que essa medida tornaria o narcotráfico desnecessário e, assim, se daria um fim aos crimes associados àquela atividade. No ano passado, os eleitores dos estados do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, compraram essa tese e aprovaram em referendo a legalização do uso recreativo da maconha. A partir de 2014, quem tiver mais de 21 anos de idade poderá comprar cigarros, refrigerantes, concentrados, chás, barrinhas, biscoitos, bombons, limonadas e balas – tudo feito com maconha”.
A primeira dúvida que surge é como se dosa o uso “recreativo da maconha”? Qual a dose que para uma pessoa é recreativa e para outra não? Quem assumiria a venda da Cannabis? O que se fazer para evitar que a legalização não crie um tráfico legalizado quando um usuário não se sentir satisfeito com a tal “dose recreativa”?
Em um outro trecho da reportagem, encontramos alguns efeitos nocivos da maconha: eleva em 2,5 vezes o risco de câncer de boca ou garganta; em 8% a probabilidade de câncer de pulmão; em 5 vezes o risco de um ataque cardíaco na primeira hora após o uso; em 2 vezes a probabilidade de câncer de testículo; em 4 vezes a incidência de câncer de cérebro em crianças cuja mãe fumou durante a gravidez. Se acharam pouco, prestem atenção nesses outros números: a maconha aumenta em 3,5 vezes a probabilidade de esquizofrenia; em 2 vezes a incidência de depressão; em 5 vezes os transtornos de ansiedade e em 4,2 vezes a fobia social. Além disso, reduz a capacidade de concentração em 40% dos usuários; em 60%, a memória de curto prazo e, em 8 pontos, o QI do usuário.
Pergunto: a legalização modificaria todos esses efeitos deletérios mencionados? De que maneira? A tal de “dose recreativa” seria menos maléfica? De que forma? Apenas afastando o traficante e ficando com a mesma causa - Cannabis - de todos esses males?
Mas vamos à resposta ao título desse artigo: não, a humanidade não está regredindo. Os Espíritos não estão retrocedendo com essas decisões. Pelo menos aqueles que já atingiram algum esclarecimento. Então, o que ocorre para que se chegue à aprovação dessa legalização? Sabemos que mais de vinte bilhões de Espíritos estão vinculados à psicosfera da Terra. Sabemos também como demonstram os números que a população dos encarnados está aumentando. Da mesma forma conhecemos que a maioria dos Espíritos vinculados à escola da Terra é de pouca evolução. Do couro sai a correia. A população de encarnados aumenta à custa de Espíritos com essa pouca evolução. Em sendo maioria, pelo menos por enquanto, exercem a devida pressão para que seus objetivos inferiores sejam alcançados. A legalização da maconha é um deles.
A aprovação da lei do direito ao aborto por qualquer motivo é outro. E assim vamos caminhando. O mal ainda é buscado pela maioria que até mesmo luta por ele; se compraz com ele. A ele se entrega de corpo e de alma, como diz o ditado. A entrega do corpo origina os males acima descritos. A entrega da alma tem consequências que podem ser mencionadas nas sessões mediúnicas através dos diversos tipos de tortura moral que sofrem na dimensão espiritual da existência. Apesar de tudo, o livre-arbítrio permanece para que os responsáveis não possam fugir à responsabilidade de suas escolhas. A Codificação espírita permanece intocável, irrepreensível. Como nos ensina a resposta da questão 118, o Espírito fica com o conhecimento das provas pelas quais passa como consequência da colheita obrigatória da livre semeadura realizada. Semear Cannabis no solo da terra e na consciência do Espírito jamais proporcionará uma boa colheita, mesmo quando a legislação dos homens assim permitir...
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